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sexta-feira, 31 de maio de 2013

O que ensinar na Alfabetização




Práticas de linguagem escrita e sistema alfabético juntos

Ao trabalhar com situações de escrita pelo aluno na alfabetização inicial é preciso desafiar os alunos a escrever por conta própria textos reais de complexidade adequada ao seu estágio de alfabetização, ou seja, gêneros que sejam acessíveis aos alunos. No esforço de entender
como funciona o sistema alfabético, as crianças vão inicialmente tentar escrever com base no que conhecem sobre a escrita e onde ela aparece (cartazes, livros, jornais etc.), utilizando o contexto para identificar quais letras "servem" para quais palavras ou partes delas. As questões que o professor faz para que a criança justifique o que está escrito e os conflitos cognitivos decorrentes dessas indagações e da interação com os colegas levam à revisão de suas hipóteses.

Atenção: Os alunos precisam compreender a natureza do sistema de escrita ao mesmo tempo em que se apropriam das práticas sociais de linguagem presentes na vida social, lendo e escrevendo diferentes gêneros literários e informativos.

De acordo com os PCNs:
"A compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe com a crença arraigada de que o domínio do bê-á-bá seja pré- requisito para o início do ensino de língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma simultânea. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional : a escrita alfabética; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever." (p. 22)

"As propostas de escrita mais produtivas são as que permitem aos alunos monitorarem sua própria produção, ao menos parcialmente. A escrita de listas ou quadrinhas que se sabe de cor permite, por exemplo, que a atividade seja realizada em grupo e que os alunos precisem se pôr de acordo sobre quantas e quais letras irão usar para escrever. Cabe ao professor que dirige a atividade escolher o texto a ser escrito e definir os parceiros em função do que sabe acerca do conhecimento que cada aluno tem sobre a escrita, bem como, orientar a busca de fontes de consulta, colocar questões que apóiem a análise e oferecer informação específica sempre que necessário." (p. 56)

Expectativas de aprendizagem

Confira, a seguir, as aprendizagens que são esperadas para os alunos de 1º e 2º anos em relação à escrita autônoma, com base nas orientações curriculares de Língua Portuguesa da rede municipal de São Paulo.

Escrita e produção textual para o 1º ano
- Conhecer as representações das letras maiúsculas do alfabeto de imprensa e a ordem alfabética.
- Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para a escrita.
- Produzir texto de memória de acordo com sua hipótese de escrita.
- Escrever usando a hipótese silábica, com ou sem valor sonoro convencional.
- Reescrever histórias conhecidas - ditando para o professor ou para os colegas e, quando possível, de próprio punho -, considerando as ideias principais do texto-fonte e algumas características da linguagem escrita.
- Produzir escritos de autoria (bilhetes, cartas, instrucionais).

Escrita e produção textual para o 2º ano
- Escrever alfabeticamente, ainda que com erros ortográficos (ausência de marcas de nasalização, hipo e hipersegmentação, entre outros).
- Reescrever histórias conhecidas, ditando-as ou de próprio punho.
- Produzir textos simples de autoria.
- Revisar textos coletivamente, com ajuda do professor e dos colegas, para melhorá-los e, assim, compreender a revisão como parte do processo de produção.
- Aprender a se preocupar com a qualidade de suas produções escritas, no que se refere tanto aos aspectos textuais como à apresentação gráfica.

LIVRO DE PARLENDAS NA AJUDA DA ALFABETIZAÇÃO

Livro de parlendas preferidas
Objetivos 
- Favorecer situações de escrita com base em textos memorizados.
- Possibilitar a reflexão sobre o sistema alfabético.

Conteúdo 
- Escrita.

Anos
1º e 2º anos.

Tempo estimado
Nove aulas.

Material necessário 
Livros de parlendas, canetas coloridas, giz de cera, lápis preto e letras móveis. 
Desenvolvimento 
1ª etapa
Apresente parlendas aos alunos e conte que farão um livro com esse tipo de texto para apresentar aos demais colegas da escola. Leia uma delas, pergunte se conhecem outras e inicie a escrita de uma lista coletiva das conhecidas. Leia outras e acrescente à lista.
2ª etapa 
Divida a classe em grupos. Distribua um conjunto com as letras móveis necessárias para a escrita da parlenda para cada grupo da sala. Peça que contem quantas letras receberam e confirmem a quantidade. Retome a parlenda oralmente e anuncie qual será o primeiro trecho a ser escrito. Enquanto observa as produções, faça perguntas que promovam a reflexão sobre a própria escrita: "Com qual letra começaram a escrever o trecho da parlenda?", "O nome de algum aluno pode ajudar nessa escrita?". Peça que leiam o que escreveram - essa intervenção é fundamental para que ajustem a fala à escrita.

3ª etapa
Forme duplas para a escrita de outra parlenda. A escrita será em conjunto, por isso cada criança deve colocar uma letra de cada vez, anunciando ao parceiro o que já está escrito para que este dê continuidade. Distribua as letras e relembre oralmente a parlenda. Faça intervenções: "Quantas letras deve ter esse pedaço?", "Com qual letra deve terminar o verso?". Peça que leiam cada trecho escrito para que reflitam e reorganizem as hipóteses iniciais.

4ª etapa 
Após a escrita das parlendas, crie com a turma o título da coletânea, escrevendo-o no quadro negro.

5ª etapa
Monte os livros e distribua-os aos alunos. Peça que cada um coloque seu nome, inicie a ilustração da capa e escreva o título combinado.

6ª etapa
Proponha a escrita coletiva do convite para o lançamento do livro, destinado a alguma turma da escola. No dia marcado, divida a sala em grupos. Cada um recitará uma parlenda.

Produto final
Livro com parlendas eleitas pelo grupo.

Avaliação 
Observe se os alunos aprofundaram seus conhecimentos a respeito do sistema de escrita. Eles reviram suas escolhas com base nas intervenções e da parceria com os colegas?

Sondagem para a Alfabetização nas Séries Iniciais

Sondagem na alfabetização
PARA AS SÉRIES INICIAIS



Introdução
Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita as crianças têm e com isso adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem. 

Tematização
Por que devemos fazer o diagnóstico inicial das hipóteses de escrita dos alunos? Além de objetivos práticos como a organização de parcerias produtivas de trabalho e o acompanhamento da evolução dos alunos, a realização da sondagem pressupõe um respeito intelectual do professor em relação ao conhecimento do aluno. Significa assumir que os alunos pensam sobre a língua escrita - formulando hipóteses sobre o seu funcionamento - e que é primordial para o desenvolvimento de um bom trabalho conhecer detalhadamente o que eles pensam sobre o sistema alfabético.

Objetivo
Escrever uma lista de palavras e uma frase, ditadas pelo professor, colocando em jogo todos os conhecimentos disponíveis

Tematização
A sondagem não é um momento para ensinar conteúdos e sim para o aluno mostrar ao professor o que pensa sobre o sistema alfabético de escrita. Portanto, o único objetivo dessa atividade é fazer com que os alunos escrevam da maneira como acreditam que as palavras devem ser escritas.

Material necessário
Papel e lápis.

Desenvolvimento
Atividade deve ser feita individualmente. Chame um aluno por vez e explique que ele deve tentar escrever algumas palavras e uma frase que você vai ditar. Escolha palavras do mesmo campo semântico, como por exemplo: lista das comidas de uma festa de aniversário, frutas, animais etc.

O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, de uma dissílaba e, por último, de uma monossílaba. Ao ditar, NÃO marque a separação das sílabas, pronunciando normalmente as palavras. Após a lista, é preciso ditar uma frase que envolva pelo menos uma das palavras já mencionadas, para poder observar se o aluno volta a escrevê-la de forma semelhante, ou seja, se a escrita da palavra permanece estável mesmo num contexto diferente.

Tematização
A escolha das palavras do ditado deve ser muito cuidadosa. Evite palavras que tenham vogais repetidas em sílabas próximas, como ABACAXI, por exemplo, por causar um grande conflito para as crianças que estão entrando no Ensino Fundamental, cuja hipótese de escrita talvez faça com que creiam ser impossível escrever algo com duas ou mais letras iguais. Por exemplo: um aluno com hipótese silábica com valor sonoro convencional, que utiliza vogais, precisaria escrever AAAI. Os monossílabos ficam para o fim do ditado. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso de as crianças escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão se recusar a escrever se tiverem de começar por ele. 
Confira 3 sugestões de grupos de palavras e frases para o ditado:
Sugestão 1
CENTOPÉIA
JOANINHA
FORMIGA
MINHOCA
ABELHA
LESMA
GRILO
A FORMIGA MORA NO JARDIM.
Sugestão 2
MUSSARELA
ESCAROLA
TOMATE
PALMITO
PRESUNTO
ALHO
ATUM

COMEMOS PIZZA DE MUSSARELA COM TOMATE.
Sugestão 3
REFRIGERANTE
MORTADELA
PRESUNTO
MANTEIGA
QUEIJO
SUCO
PÃO 
NO LANCHE DE HOJE TEREMOS PÃO COM MORTADELA.
Fique atento às reações dos alunos enquanto escrevem e anote o que eles falam, sobretudo de forma espontânea, isso pode ajudar a perceber quais as ideias deles sobre o sistema de escrita.

A cada palavra ditada, peça para que o aluno leia em voz alta o que acabou de escrever.

Tematização
É imprescindível pedir que a criança leia o que escreveu. Por meio da interpretação dela sobre a própria escrita, durante a leitura, é que se pode observar se ela estabelece ou não relações entre o que escreveu e o que lê em voz alta - ou seja, entre o falado e o escrito - ou se lê aleatoriamente.

Anote em uma folha à parte como o aluno faz a leitura, se aponta com o dedo cada uma das letras, se lê sem se deter em cada uma das partes, se associa aquilo que fala à escrita, em que sentido faz a leitura etc.

Avaliação
Finalmente, analise qual hipótese de escrita o aluno demonstrou na atividade.

Hipóteses de escrita mais comuns:

Pré-silábica, sem variações quantitativas ou qualitativas dentro da palavra e entre as palavras. O aluno diferencia desenhos (que não podem ser lidos) de "escritos" (que podem ser lidos), mesmo que sejam compostos por grafismos, símbolos ou letras. A leitura que realiza do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra, mas não entre as palavras. A leitura do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra e entre as palavras (variação qualitativa intrafigural e interfigural). Neste nível, o aluno considera que coisas diferentes devem ser escritas de forma diferente. A leitura do escrito continua global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Silábica com letras não pertinentes ou sem valor sonoro convencional. Cada letra ou símbolo corresponde a uma sílaba falada, mas o que se escreve ainda não tem correspondência com o som convencional daquela sílaba. A leitura é silabada.

Silábica com vogais pertinentes ou com valor sonoro convencional de vogais. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada pela vogal. A leitura é silabada.

Silábica com consoantes pertinentes ou com valor sonoro convencional de consoantes. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada pela consoante. A leitura é silabada.

Silábica com vogais e consoantes pertinentes. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada ora pela vogal, ora pela consoante. A leitura é silabada.

Silábico-alfabética. Este nível marca a transição do aluno da hipótese silábica para a hipótese alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas.

Alfabética inicial. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba. Agora, falta-lhe dominar as convenções ortográficas.

Alfabética. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba e também domina as convenções ortográficas.


Plano de Aula de Alfabetização com Marchinhas de Carnaval

Leitura e escrita de marchinhas na alfabetização inicial
Músicas populares são uma boa alternativa para trabalhar textos memorizados na alfabetização de jovens e adultos 

Objetivos 
- Ler e escrever textos conhecidos de memória, ajustando o oral ao escrito.
- Construir conhecimentos sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
- Para alunos alfabéticos, refletir sobre algumas convenções ortográficas

Conteúdo
- Leitura pelo aluno
- Escrita pelo aluno

Anos
1º e 2º anos.

Tempo estimado 
Um mês.

Material necessário 
- Áudio de marchinhas de carnaval diversas, como (disponíveis 
aqui):
A jardineira 
Alalaô 
Aurora
Cidade Maravilhosa 
Cabeleira do Zezé 
Cachaça não é água 
Me dá um Dinheiro aí! 
Ó abre alas

- Cópias das letras das músicas que serão trabalhadas

Introdução
Os textos que os alunos sabem de memória são materiais riquíssimos para se trabalhar na alfabetização inicial. Eles devem ser utilizados em situações didáticas em que os estudantes são desafiados a ler e a escrever por si próprios. Como já sabem o texto de cor, não precisam se preocupar com o conteúdo. Assim, podem focar sua reflexão apenas no como ler, ajustando o que fala com o que está escrito, e no como escrever, pensando em quais letras usar e em qual ordem.

Na Educação Infantil e nas séries iniciais do ensino regular, as parlendas e as cantigas de roda são amplamente utilizadas nessas atividades. Já na Educação de Jovens e Adultos, é preciso tomar sempre o cuidado de não infantilizar o trabalho. Nesse sentido, as músicas populares e os poemas são alternativas para trabalhar a leitura e a escrita de textos que se sabe de memória com o público mais velho. Nesta sequência didática, serão focadas algumas possibilidades didáticas com as marchinhas de carnaval.

Desenvolvimento 
1ª etapa
Pergunte aos alunos que marchinhas de carnaval eles conhecem e peça para que cantem. Selecione algumas letras para escrever em cartazes e organize momentos para cantar cada uma delas. Antes de passar para as demais etapas, tenha certeza de que os alunos memorizaram as músicas escolhidas. Leve as canções para os alunos escutarem, os vídeos com as marchinhas usadas neste plano de aula podem ser encontrados 
aqui.

2ª etapa

Escolha uma marchinha para trabalhar por dia. Organize a turma em duplas, agrupando alunos com hipóteses próximas de escrita. Distribua uma cópia em letra maíúscula de forma para cada dupla e peça para que descubram qual das músicas já trabalhadas é aquela, justificando como chegaram à resposta. Em seguida, solicite que cantem a marchinha, acompanhando a leitura com o dedo. Circule pela sala, perguntando para cada dupla onde está escrita determinada palavra. Isso fará com os alunos busquem ajustar o oral ao escrito e considerem índices gráficos conhecidos (como letras iniciais e finais, por exemplo) até encontrar a palavra certa.

3ª etapa
Continue trabalhando com a marchinha da etapa anterior. Distribua para as duplas a letra da música recortada em versos (para os pré-silábicos e silábicos com ou sem 
valor sonoro convencional) ou em letras (para os silábicos-alfabéticos e alfabéticos), ajustando os desafios da atividade às possibilidades dos alunos. Para os mais avançados, peça que escrevam a marchinha com o lápis, também em duplas.

Repita as atividades da 2ª e da 3ª etapa com as letras das demais marchinhas selecionadas.

4ª etapa
Distribua para cada dupla cópias de trechos de algumas marchinhas trabalhadas, sem o título para que tenham de fazer a leitura a fim de identificá-los. Para decidir que textos entregar a cada dupla, considere as características quantitativas (quatidade e extensão dos versos) e qualitativas (palavras ou letras) das marchinhas. Quanto mais parecidas as letras, maior será a dificuldade da tarefa.

Observe, por exemplo, o conjunto abaixo. A tarefa dos aluno é localizar a marchinha "Ó abre alas":

Texto I
OH! JARDINEIRA PORQUE ESTÁS TÃO TRISTE?
MAS O QUE FOI QUE TE ACONTECEU?
FOI A CAMÉLIA QUE CAIU DO GALHO,
DEU DOIS SUSPIROS E DEPOIS MORREU.
Texto II
OLHA A CABELEIRA DO ZEZÉ
SERÁ QUE ELE É?
SERÁ QUE ELE É?

Texto III

Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR
Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR
É possível entregar às duplas os textos I, II e III; ou os textos II e III, ou ainda os textos I e III. Cada conjunto apresenta um grau de dificuldade diferente, considerando as semelhanças entre os trechos. Às duplas que identificarem "Ó abre alas" é possível pedir que descubram quais são as outras duas marchinhas, oferecendo pistas quando necessário. Garanta que todos justifiquem suas respostas levando em conta as marcas gráficas do texto.

5ª etapa

Escolha apenas um trecho de uma das marchinhas trabalhadas e reproduza, em uma mesma folha, a letra correta junto com outras duas versões erradas, como no exemplo abaixo:
VOCÊ PENSA QUE CERVEJA É ÁGUA?
CERVEJA NÃO É ÁGUA NÃO
CERVEJA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO LAGO
VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É ÁGUA?
CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO RIBEIRÃO
VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É SUCO?
CACHAÇA NÃO É SUCO NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E SUCO VEM DO RIBEIRÃO

Os alunos precisam encontrar a versão correta e justificar porque as outras duas são erradas. Nessa atividade, assim como na anterior, é possível deixar mais ou menos explícitas as diferenças entre as versões erradas e a versão correta da marchinha, criando problemas diferentes para duplas que estejam em estágios diferentes no processo de alfabetização.
Avaliação 
Observe os progressos dos alunos em relação à construção do sistema de escrita.
- Eles conseguiram trabalhar bem em duplas, ajudando-se mutuamente?
- Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos?
- Realizaram as tarefas de escrita, refletindo sobre que letras utilizam e em que ordem, e as características do sistema alfabético?


Como Ensinar uma Criança a Ler

Como ensinar uma criança a ler


Quando se trata de ensinar as crianças a ler, nem todos os pais serão cabeças com o trabalho. Alguns pais podem sentir que eles não são capazes o suficiente para absorver as habilidades de leitura em seus filhos como eles nunca ensinou ninguém antes. No entanto, a fim de ensinar as crianças a ler, tudo, uma pessoa precisa é a capacidade de ler a si mesmo. Se isso está no lugar, o próximo passo é seguir algumas estratégias eficazes sobre como ensinar uma criança a ler. Dada a seguir são algumas das dicas mais úteis sobre como fazer uma criança melhorar a sua compreensão de leitura.

Dicas sobre como ensinar uma criança a ler

A criança está pronto para ler?

Antes de passar para aprender a ensinar uma criança a ler e escrever, a coisa mais importante a considerar é se a criança está pronta para isso? Normalmente, quando a criança atinge atingir a idade de dois anos, eles estão prontos para ler. Mas esta não é uma regra dura e rápida como cada criança é diferente. Algumas crianças são conhecidos por terem começado a desenvolver uma inclinação para a leitura tão tarde como quatro ou cinco anos. Uma boa maneira de saber se a criança está pronta para aprender a ler é observá-lo. Você encontrá-lo folheando as páginas de um livro? Ou ele se sente entusiasmado quando você ensinar-lhe cartas. Se a resposta a estas duas perguntas forem afirmativas, você pode prosseguir para ensiná-lo a ler.

Leia em voz alta para ele

Uma das dicas mais eficazes sobre como ensinar uma criança a ler melhor é ler para ele mesmo. Sente-se com seu filho e ter um livro de história ou livro quaisquer outras crianças. Leia as palavras em voz alta e manter o dedo sobre as palavras que você lê-los. A criança vai ver as palavras impressas e vai tentar associá-los com os seus sons. Além disso, vendo você ler vai despertar o seu interesse na atividade e se inculcar o hábito da leitura em si.

Familiarize-lo com sons da letra

Quando as crianças estão aprendendo a língua, a fim de formar palavras, eles se juntam os sons da letra. Assim, uma estratégia de ensino eficaz para ensinar uma criança a ler é enfatizar na letra soa mais do que sobre os nomes das letras. Por exemplo, se você vê um cão, ressaltam-lo para a criança dizendo: "dddd cão" ou "árvore tttt" e também para todas as letras. Outro aspecto a ter em mente ao ensinar-lhe sons da letra é para ensinar-lhe uma carta por dia. As crianças têm seu próprio tempo doce de aprender coisas novas para não confundir a criança, ensinando-lhe dois ou três cartas em um único dia.

Combine Leitura e Escrita

Pesquisas têm demonstrado que, se as crianças são ensinadas a ler e escrever lado a lado, torna mais fácil para eles lerem. Quando as crianças combinar vendo, leitura e escrita, as letras e as palavras ficam gravadas em sua memória. Assim, junto com a leitura, ensinar seu filho a escrever bem.

Torná-lo divertido e criativo

Ensinar crianças a ler deve ser divertido para que eles não sentem qualquer tipo de estresse ao fazer isso. Uma boa maneira de fazer isso é ensinar uma criança a ler com livros infantis. Estes livros vêm com histórias que se concentram em uma única letra de som. Há lotes de imagens das palavras utilizadas nos livros de história. Leia estes livros de histórias para seus filhos e enfatizar sobre os sons da letra. As imagens eo formato das histórias de percorrer um longo caminho em ajudar as crianças a ler. Algumas outras formas criativas para tornar a leitura diversão são a cantar as letras e palavras para crianças e para fazer flashcards com cartas escritas corajosamente sobre eles e, em seguida, combinando-as a pedir às crianças para adivinhar a palavra.

Outras estratégias

Inicialmente, quando você começou a ensinar letras para o seu filho, concentre-se as letras minúsculas, pela simples razão de que as letras maiúsculas formam apenas uma pequena percentagem de letras usadas na escrita em Inglês. Assim, para o desenvolvimento de habilidades de uma criança de leitura, letras minúsculas são a chave. Em segundo lugar, não colocar muita importância à gramática nas fases iniciais. Dê a criança a hora de conhecer as letras e as palavras. Não interromper o seu fluxo, corrigindo sua gramática de vez em quando. Por último, se você pesquisar na internet você vai encontrar uma lista de "palavras Dolch". Estes quatro centenas de palavras são mais do que suficiente para fazer uma criança aprender a ler. Assim, inicialmente ensinar as palavras Dolch para o seu filho e depois passar para os outros.

Estas são algumas dicas úteis sobre como ensinar uma criança a ler. Quando se trata de ensinar as crianças a fazer qualquer coisa, a chave está na prática. O mesmo vale para a leitura também. Então, uma outra estratégia de ensino eficaz é praticar inicialmente a letra soa com ele e depois passar para as palavras de visão. Pratique a leitura de vários tipos de livros infantis com ele. Seja paciente e dar-lhe tempo para aprender e absorver cada nova letra ou palavra. Com a prática constante e tempo, ele acabará por aprender a ler fluentemente.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Música como Ação Pedagógica no Ensino Fundamental e Médio


A Música como Ação Pedagógica no Ensino Fundamental e Médio:
Alfabetização

Este artigo tem por objetivo apresentar o grupo musical formado por alunos, adolescentes, senhoras e senhores que residem na área adjacente a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Hilda Vieira, localizado a travessa Marapanim, s/n no bairro da Marambaia, telefone 091-32318288, que tem na direção a professora ALINE VALENTE DOS SANTOS. É uma escola de grande porte, que funciona nos três turnos: matutino, vespertino e noturno; e tem o projeto de aceleração que atende os alunos com defasagem de idade (EJA) Educação de Jovens e Adultos. No fim do ano de 2012, a escola Hilda Vieira recebeu o projeto Quebkimusic, que propõem uma ação pedagógica através da música em seus diversos gêneros, trabalhando com os professores da escola interdiciplinarmente e multidiciplinarmente, envolvendo os alunos da 1º série a ultima série do ensino fundamental I e II. Juntamente com os Institutos Federais do Pará, que tem vários projetos entre eles o (PIBID), Programa Institucional Bolsa Iniciação Docência. Que juntos será de grande valia a educação do ensino fundamental I que implantará na escola Hilda Vieira uma brinquedoteca através de seu bolsista sobre a coordenação da professora Celiamar Simões, responsável pelo subprojeto: Produção de Material Didático Pedagógico, através de material alternativo. É um trabalho de ação pedagógica que envolve situações de ensino-aprendizagem, valores, comportamento, crenças, tradições culturais e sociais e ações ou atividades, ou atos pedagógicos que alunos, professores estagiários, monitores, funcionários e famílias que contribuíram nesse processo de ensino aprendizagem.

Palavras Chave: Música. Ação Pedagógica. Alfabetização.
























INTRODUÇÃO

A arte de manifestar em diversos sons e afetos de nossa alma, vislumbrando os sentimentos e resgatando valores inerentes à característica humana de fazer o bem e promover o bem-estar, auto-estima e o processo de auto-aprendizado.

1)      Música

É uma linguagem que comunica sensações e sentidos que passa por organização de som e silêncio. Está presente nas mais diversas situações, afetividade, cognição e a estética que são partes integrantes dela.

A música é a linguagem que se traduz em
Formas sonoras capazes de expressar e
Comunicar sensações, por meio da organização
E relacionamento expressivo entre o som e o
Silêncio. Ela esta presente em todas as culturas
Nas mais diversas situações: festas e comemorações
Rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas, etc.
Faz parte da educação desde há muito tempo, sendo
Que, já na Grécia antiga era considerada como
Fundamental para a formação dos futuros cidadãos
Ao lado da matemática e da filosofia.
(Brasil, 1998.p.45).

O presente artigo tem por finalidade investigar se a música pode ser um instrumento de auxilio na ação pedagógica no ensino fundamental e médio. A música é uma ferramenta que contribui para a formação integral do ser humano. Por meio dela o educando entra  em contato com o mundo letrado  e lúdico.Ensinar utilizando  a música,ajuda o aluno a  valorizar uma peça musical,teatral,concertos,pois dando a oportunidade do conhecimento dos vários gêneros musicais que da a oportunidade de construir sua autonomia,criatividade,aquisição de novos conhecimentos e criticidade.
O aluno do ensino fundamental e médio, não é um ser estático, ele interage o tempo todo, com o meio. A música tem esse caráter de provocar esta interação, pois, ela traz em si ideologias, emoções, histórias que muitas vezes se identificam com as de quem as ouvem.
Percebe-se que em todo o ensino há necessidade de uma mudança, em relação à utilização da música na educação do ensino fundamental e médio, ela tem sido usada para fins de higiene, hora do lanche, comemorações cívicas em outras situações nem aparece no planejamento como ela deveria ser explorada. Não só na escola Hilda Vieira, mas nos demais instituto de ensino seja particular ou público estadual ou municipal.A maioria dos educadores não utiliza a música por não possuir a formação em música.Com tudo é preciso salientar que a música no Ensino Fundamental e Médio, significa trabalho com a linguagem musical, exploração dos sons,resgate cultural,repertório musical de vários gêneros.Conhecimentos esses que não necessitando formação específica (musical) do educador.
Esse projeto Quebkimusic na escola Hilda Vieira, não visa à formação profissional de educadores e educandos na área musical, e sim, dar lhes através da vivência e compreensão da linguagem musical e oportunizar e propiciar a abertura de canais sensoriais facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser aumentando seus conhecimentos e aprendendo a linguagem e a execução de alguns instrumentos musicais tipo: metais, cordas, sopros e percussão.
Essa pesquisa é exploratória. Os procedimentos utilizados além da pesquisa bibliográfica, foram análise qualitativa dos questionários aplicados com professores de artes, matemática, língua portuguesa e história da educação fundamental e entrevista semi estruturada com os professores de música e monitores de instrumentos musicais.Os resultados foram analisados e categorizados a partir das características da ação pedagógica apontadas por SACRISTAN (1999),contemplando os momentos de interação em sala aula denominados como: pré-ativa(planejamento),e pós-ativa(avaliação).Os resultados revelam que a ação pedagógica musical dos professores e monitores de música possuía a intencionalidade e a finalidade em aspecto musical, enfatizando a influencia da formação em educação musical, mas pude perceber que, na construção do conhecimento sobre o desenvolvimento infantil e sobre o desenvolvimento musical infantil, foi sendo construído na prática e vivência, com experimentação em sala de aula.A linguagem usada além da música e a  forma lúdica que se  difere de acordo com a faixa de idade do aluno, sendo possível perceber suas habilidades e dificuldades a partir do seu cotidiano nas suas ações.
A música esta presente na vida do ser desde os tempos mais remotos nas festas e rituais de todos os tipos como: nascimento, mortes, casamentos, recuperação de doenças, fertilidades, momentos de louvor a lideres e em procissões e outros. Podemos salientar o aparecimento da música mesmo antes da formação do homem, pois nos relatos bíblicos encontramos a presença da música sendo realizada por anjos que segundo o livro de apocalipse fazem isto incessantemente diante do trono onde esta sentado O Deus Todo-Poderoso (AP 07,11-12).
Psicólogos, terapeutas ocupacionais, cardiologistas, além de profissionais da educação e o próprio governo Federal já entendeu que a música é um instrumento que deve ser utilizado em tratamento terapêutico e educacionais, por isso foi criado a Lei no. 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deva ser conteúdo obrigatório em toda a educação básica.
“O objetivo dessa lei não é formar músico profissionais e sim desenvolver a criatividade, sensibilidade e a integração dos alunos”, diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmera de Educação Básica do (CNE) Currículo Nacional Educação, ele explica que a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva, ela pode integrar o ensino de arte. Antigamente era uma disciplina, hoje não, ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas.A idéia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e nela ter entre os profissionais o professor de música.Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político pedagógico.Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes  multidisciplinares para o ensino de música ,não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino.Pois trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar  em escolas de educação básica é uma tarefa complicada.
A lei no. 11769 tornou o ensino de música obrigatório na escola do ensino fundamental, mas não se especifica quais séries devem ter música incluída em sua grade curricular. Segundo o presidente Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM),Magali Kleber,cada secretária esta preenchendo esta lacuna do seu jeito.Isso revela uma riqueza de que como é possível ter vários projetos pedagógicos para o ensino de música, assim a Escola Hilda Vieira aceitou o projeto musical Quebkimusic, que contribui para a formação  integral do indivíduo,reverenciando os valores culturais,difundindo o senso estético,promovendo a sociabilidade e a expressividade que introduz o sentido de parceria e cooperação e auxiliando no  o desenvolvimento motor, trabalhando com a sincronia de movimentos.O trabalho da música desenvolve as habilidades físico-cinestesica, espacial, lógico-matemático, verbal e musical.Ao entrar em contato com a música,zonas importantes do corpo  físico e psíquico são acionados: os sentidos,as emoções e a própria mente. Por meio da música a criança e o adolescente ou o próprio adulto expressa emoções que não consegue expressar com palavras.
O contato com os sons começa antes mesmo do nascimento, desde o momento da concepção, ela já é exposta aos sons intra uterinos, a voz materna também constitui material sonoro especial e referencial afetivo para a criança, daí a certeza de que a música esta presente antes do nascimento até a hora da morte do ser humano.
Os bebês, as crianças, adolescentes e os adultos interagem permanentemente com o ambiente sonoro que o envolve a música, já que ouvir, cantar e dançar é atividades presentes na vida de quase todos os seres humanos, ainda que de diferentes maneiras. Apresentar e dar oportunidade aos educandos do ensino fundamental e médio de conhecer e produzir vários ritmos e gêneros musicais trará a possibilidade de tornar-se um cidadão crítico capaz de comunicar-se por meio da adversidade musical.
Através das letras e lúdico, novos conhecimentos, concentração, autonomia, criticidade, ativará o cérebro, a sensibilidade, o raciocínio, expressão corporal. Quando questionado sobre a música como instrumento pedagógico os professores acham importantes por construir nas disciplinas curriculares: linguagens orais, escritas, matemática, natureza e sociedade, artes, educação física, o brincar e ainda estreita laço de amizades. 
Em relação às atividades com a música pode ser explorado: a linguagem do conceito de som e silêncio, brincadeiras estatuas, com produção de vários sons com o corpo, arrastando pés, batendo mãos nas diferentes partes do corpo, estimulando o desenvolvimento da linguagem falada por meio de canções que utilizam a linguagem gestual incentivando a criatividade, concentração e memória pela imitação de sons, criados pelos colegas, a utilização de brinquedos de diferentes texturas, formas e tamanhos que produzem som estímulos auditivos visuais e motores por meio de canções interpretadas com gestos, movimentos rítmicos, trabalho de percepção de pulsação com movimentos corporais com braços, mãos pernas, cabeça e tronco.



                                               “Quando trabalha a música com criança de cinco e seis anos 
                                                É importante lembrar que as estratégias adequadas
                                                Não seja somente fazer com que ela escute música
                                                Clássica ou tenha qual quer habilidade motora em
                                                Executar técnica em algum instrumentos, mas sim
                                                Estabelecer a relação de diversos sons e a qualidade
                                               “De ser agradáveis ou desagradáveis”
                                                                                                (MARCISO 1982, p.77)

A apreciação e interpretação musicam utilizando diferentes estilos musicais demonstram que as crianças podem aprender, a ouvir e comunicar seus sentimentos (alegria, tristezas, tensão, amor, amizade, respeito, carinhos e outros...), afinal a musica alimenta a alma e eleva o espírito. A presença do educador musical nas instituições de ensino fundamental e médio, apesar de agora ser uma lei que todos deveram ter um educador musical, impulsionará as transformações sociais e culturais, que ajudaram na qualidade educacional das crianças e adolescentes. Alguns estudos sobre a música como ação pedagógica de :Diniz (2005), Soler (2006),Tiago (2007), Beumont (2008), apontam para contribuição do professor de música nessas instituições de ensino fundamental.

2)      AÇÃO PEDAGÓGICA

O trabalho docente que envolve situações de ensino e aprendizagem, valores, comportamentos, crenças, tradições culturais e sociais e ações pedagógicas. Diz Azevedo (2007): “Esse conjunto de ações ou atividades ou atos pedagógicos que o professor realiza no processo de ensino e aprendizagem constitui uma ação pedagógica”. Sacristã (1999) caracteriza a ação pedagógica sob duas perspectivas: como parte integrante da prática educativa e como atributo da condição humana. Para ele a prática educativa é entendida como um sinal cultural parte de uma cultura educativa e é expressa em diferentes ambientes.
Nesse contexto os agentes educativos (professores, alunos, especialistas e políticos) por meio de suas ações estruturam a prática educativa, como transformadores da cultura e os transformadores de uma cultura educativa, a prática educativa pode ser entendida como praxi, que envolve a dialética entre o conhecimento e a ação com o objetivo de atingir um fim, buscando assim a transformação do mundo pela possibilidade de mudar os outros. Como transformados a prática educativa e considerada um conjunto de ações compartilhadas resultante da consolidação de padrões de ações perpassadas pela tradição.
Assim a ação refere-se aos sujeitos embora por extensão, possamos falar de ações coletivas a prática e a cultura acumulada sobre ações das quais se nutre. Diz Sacristã 1999, p.33, agimos a partir das ações, porque a fazemos a agimos a partir das ações por que fazemos a partir da cultura. Duas culturas: transformar e ser transformado,fazem com que as ações pedagógicas dos agentes educativos  sejam unidades de análise da prática educativa, ajudando assim a caracterizar e a  compreender a atividade de ensino com o foco no sujeito que age. Esse olhar para o sujeito contempla suas experiências, crenças, motivações, contextos de atuação e atuação docente direcionada ao educar.
Nessa dinâmica as dimensões pessoal e social da ação pedagógica se complementam e enfatizam a interação inerente a ação educativa. Essa interatividade  transcendente o contexto da sala de aula,pois os elementos organizacionais e outros,presentes na educação,condicionam também a ação pedagógica e, não podem ser analisadas de forma acética sem considerar os fatores externos que influenciam e interferem na subjetividade do docente ,com conseqüências na forma como ele se expressa e age.
A dinâmica pessoal e social-interativa, compartilhada e conjunta de ação pedagógica faz com que ela seja uma experiência processual, ao mesmo tempo aberta, incerta, imprevisível e criadora, pois, nunca pode ser totalmente determinadas. O agir docente carrega consigo esses significados sociais e pessoais que se tornam concretos em formas de intenções fins, motivos, vontades, crenças e interesses pessoais e coletivos. Essa ação do professor em sala de aula são definidas por Guathier et.al(2006), como pré ativo,faze de planejamento de ação;interativo faze de tomadas de decisão interativa  e pós ativo faze final de avaliação. A defasagem de conteúdos e a reprovação não são elementos isolados, um é a conseqüência do outro e, configura o ponto nevrálgico da escola. A implementação de ações que busca superação das desigualdades e a equidade pedagógica permite que o processo de aprendizagem dos alunos se desenvolva sem sofrimentos para eles, essas ações são chamados de ações pedagógicas. Uma ação pedagógica de máxima importância  na vida dos educadores para que haja um resultado satisfatório no seu todo numa escola é a formação continuada,que é um investimento de responsabilidade direta do sistema estadual de ensino e indiretamente do  estabelecimento de ensino e do próprio profissional,conforme a LDB(Leis de Diretrizes Básica),da educação.Lei 9394, art.67.
“O sistema de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando lhes inclusive, nos termos dos estatutos e dos planos de carreira de magistério público (...), aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento remunerado para esse fim (...) e outros. Acredito que essa é uma das ações pedagógicas mais importantes, pois, teremos educadores habilitados e capazes de exercer sua função e fortificar e implementar ações pedagógicas no convívio de uma escola em seu dia a dia. Com atividades diversificadas relacionada aos conteúdos organizados pelo educador e que serão desenvolvido pelos educando o que resultara em resultados positivos e, esses procedimentos estarão explicito no regulamento da escola. O Currículo escolar.
O currículo escolar é a espinha dorsal de todo processo educativo, dando ao professor a diretriz para o planejamento do processo pedagógico curricular e os conteúdos que deveram ser trabalhados em cada série em cada disciplina. Como mencionado no início deste artigo às ações pedagógicas são responsáveis também pelas ações administrativas, projeto que iram somar para um bom desenvolvimento da escola, da comunidade local e da família. As ações pedagógicas numa perspectiva escolar é uma questão de direitos humanos e, os indivíduos com deficiência devem fazer parte das ações pedagógicas na escola, as quais devem ser modificadas para a inclusão desses especiais.
A política de inclusão transmitida pela Declaração de Salamanca (Espanha 1994) relata que a política de inclusão dos alunos na rede regular de ensino que apresentam necessidades especiais, as ações pedagógicas devem atentar para o propósito de rever concepções e paradigmas respeitando e valorizando a diversidade desses alunos. Assim a inclusão vai significar que não é o aluno que se molda ou se adapta a escola, mas a escola consciente de sua função coloca-se a disposição do aluno.
Vigotsky (1998, p.76) afirma: “A separação dos aspectos intelectuais dos afetivos é um dos defeitos da psicologia tradicional”, sendo assim a música como ação pedagógica tem e irá contribuir muito com aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento cognitivo lingüístico, psicomotor e sócio afetivo do educando, sendo especial ou não e na ação musical se induz no comportamento motor e gestual, que direciona as atividades lúdicas de alfabetização, escrita, leitura e que facilita a compreensão e associação dos códigos e signos lingüísticos, gerando a construção do saber.
O processo de alfabetização é uma das fases mais bonitas do aprendizado, pois é o primeiro passo para o conhecimento de si e da sociedade em que vive,conquistando assim seu espaço na mesma. A alfabetização permite que o aluno aprenda a ler realizar cálculos e muitas outras atividades que são essenciais na vida em sociedade. Mais alguns métodos ainda utilizados estão ultrapassados e não mais despertam nos alunos a magia, o prazer e o encantamento pelo que ainda não foi descoberto e,a música pode contribuir para tornar esses ambientes mais alegres e favoráveis a aprendizagem afinal como Snyder (1994.p,14)destaca propiciar uma alegria que seja vivida no presente é a dimensão essencial da pedagogia e é preciso que os alunos sejam estimulados,compensados e recompensados por uma alegria que possa ser vivida no momento presente.
Bréscia (2003.p, 25), destaca que a música é uma combinação harmoniosa e expressiva de sons e, como arte de se exprimir por meio de sons. Direcionando o processo de alfabetização, no recurso musical, percebe-se que uma aula com novos estímulos, nesse caso o auditivo, também proporcionava a construção da alfabetização por ligar o som a seus códigos lingüísticos sociais estabelecidos. Há também a questão da inteligência musical que Guardner (1995) na teoria das inteligências múltiplas, diz que deve ser inserida no currículo escolar como um elemento de estabelecer harmonia pessoal, facilitando a integração, a inclusão social e até o equilíbrio psicomático, se faz necessário as ações direcionadas á construção do ser.
Hoje os educadores precisam ser mais do que bons professores precisam ser facilitadores do aprendizado, trabalhando com novas técnicas e de maneira ampla para enxergar o aluno como um ser constituído de inteligência e emoção. Sendo assim é importante que o educador por meio da música direcione sua ação pedagógica alfabetizadora a uma formação crítica e sensibilizadora, que a música ajude os alunos a sentir,expressar,pensar na realidade ao seu redor desenvolver capacidades,habilidades e  competências, criando situações de comunicação e expressão para que o aluno se conecte ao imaginário e a fantasia dos processos de criação, interpretação desenvolvendo a dimensão sensível que a música traz ao ser humano.
Assim utilizar a música no espaço escolar será de fato um ato atrativo para as aulas sem perder a propriedade pedagógica e desenvolver métodos de aulas mais significativas e eficientes.
O gênero musical possui características e propriedades próprias e intrínsecas, que são adotadas com diversas finalidades, seja para se trabalhar dentro de sala de aula ou fora dela, em casa, ou na rua para brincar com amigos.
Os PCNs (Brasil 1998, p.79) destacam que: conhecendo e apreciando músicas de seu meio sociossocial e do conhecimento musical construído pela humanidade em diferentes períodos históricos e espaços geográficos. O aluno pode aprender a valorizar essa  diversidade sem preconceito estéticos ,étnicos culturais e de gênero.
Nesse contexto, trabalhar as cantigas de roda e parlendas, que são fontes ricas de regionalismo, historia e ludicidade, resgatando o contexto em que a criança vive e destaca o valor da história social e sua função dentro dela. Posso afirmar que depois de tantas pesquisas  e leituras feitas o primeiro contato que a  criança tem com as rimas,com a linguagem musical textual em forma  de poesias,ocorre no berço através das cantigas de ninar, posteriormente depois com as canções de cantigas de rodas  e as parlendas também consideradas como quadrinhas populares nos outros momentos de suas vidas,seja apenas cantarolando,seja utilizando a para brincar.
As cantigas de roda e as parlendas, quando direcionadas, apresentam se como recurso para a leitura lúdica no processo de introdução da criança no mundo da leitura. Com suas construções fáceis,poéticas e ricas em rimas, facilitando a compreensão do código lingüístico.
A Quebkimusic junto da pedagogia da IFPA, esta ressuscitando na escola Hilda Vieira suas parlendas com suas propriedades regionais folclóricas, históricas. O projeto contém um enunciado lúdico pedagógico pela sua forma e ritmo, desenvolvendo o aspecto psicossocial da criança e adolescentes, usando uma linguagem simples e atraente através da criação de uma brinquedoteca que segundo Cunha (1992), é um espaço preparado para estimular a criança possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos dentro de um ambiente especial lúdico.
É também um lugar onde tudo convida a explorar a sentir, a experimentar, tanto as crianças como adolescentes e até mesmo os adultos. Ao entrar na brinquedoteca todos são tocados pelos sentimentos expresso da decoração por que a alegria a magia são palpáveis pelos olhares, tornando o ambiente estimulador, incentivador e criativo. Como diz Winnicott 1975,1998 o brincar é sempre terapêutico e saudável sendo uma maneira de  descarregar a agressividade e reconhecer o mundo dividido em vários aspectos interdisciplinar tornando o aprendizado prazeroso e alfabetização gostosa de aprender e o letramento divertido de fazer.
É um ambiente onde a música esta inserida com as rimas aproximando a criança da construção parafraseada e demonstrando que a utilização dos códigos lingüísticos comuns entre as palavras é comum, facilitando as associações verbais e orais e agregando significativas as palavras através da repetição do reforço sonoro pela rima das onomatopéias, que agradam muito as crianças, jovens e adultos, memorizando as quadrinhas e canções inteiras que muitas vezes sem entender o som vamos penetrando a cadência e o ritmo dessas composições que são apresentadas e sem perceber vai agradando os ouvidos e alegrando o coração ao canta las repetitivamente até sem contexto, mas sempre implicitamente, construindo uma ligação entre o ser e o seu lugar na sociedade em que vive. A música então se coloca como uma importante peça como ação pedagógica através de suas parlendas e as cantigas de roda ou não. Fazendo um papel fundamental e imprescindível no processo de construção de sua alfabetização.
Paulo Freire pensou em um método de educação construído sobre a idéia de um diálogo entre educador e educando, onde há sempre partes de cada um no outro e, não poderia começar com o educador trazendo pronto, do seu mundo, do seu saber, o seu método e o material da fala dele. Assim  a música faz reviver o passado envolvendo o presente pensando no futuro.


A criança ao sair do seu mundo intra uterino


A criança vinda ao mundo
Ao nascer o pequeno bebe, ele sai do seu mundo escuro, quente e protegido, para penetrar no ambiente terrestre. Até as coisas mais elementares na sua vida ,como a respiração,são totalmente novas e devem ser  aprendidas para que ele sobreviva  no mundo externo.
Coma primeira inspiração inicia se um longo caminho de aprendizado em que muitas coisas têm que ser treinados, como por exemplo, alimentar se, ou melhor, alimenta se de algo exterior. O bebe deve aprender a levantar a cabeça, a sentar e finalmente a ficar em pé e andar.
A criança pequena brinca o tempo todo, mas, na verdade ela esta treinando. Todo tempo a criança brinca de levantar e sentar e acha engraçado nós corremos para ajuda La mas na verdade ela esta  treinando ou então ela joga o brinquedo e agente  pega e repete  exaustivamente e incansavelmente o movimento ate que a paciência da mãe se esgote e tira o objeto da mão da criança. Para nós adultos, tal procedimento é bobo e sem sentido, mas o que faz a criança na realidade?Ela esta penetrando no mundo onde atua rigidamente a força gravitacional, todo objeto que for abandonado no ar cairá ate se chocar com o chão ou contra alguém objetivo que se interponha. A vida intra uterina o poupava dessa força gravitacional,assim se a criança quiser,ficar de pé por volta de uma ano ficará em pé com suas próprias perninhas  ela deve ter tido antes intensas vivencias em relação a gravidade para alcançar a verticalidade como  ser humano.Ela deve nesse processo vencer a  relações de peso na terra,pois a verticalidade significa para o ser humano levantar suas cabeça,na influencia  unicamente terrestre o que  mais tarde possibilitara o pensar.                         
O que faz a criança quando incansavelmente, ao apanhar objetos e a deixa cair?Ela vivencia o confronto com a força gravitacional, não no nível do pensamento, mas como vivencia. Essa experiência de largar o objeto vê- lo cair e ouvi lo  chocar se no chão tem que se repetir  inúmeras vezes,ate que se torne vivencia madura.Um pano cai sutilmente até alcançar uma ante para,uma pedra já cai mais rápido e faz um barulho seco ao se chocar com o chão.Madeiras e metais tem cada qual o seu som característico ao cair assim por diante.São experiência tão intensas que as crianças se cansa e tem que dormir,será um ato de  feed back por isso ,enquanto dorme sorri como ato heróico fascinante
Temos que ter em mente que estado dessa criança é como um viajante que chega a um continente ou país, onde a natureza, as leis, os costumes e a linguagem das pessoas completamente desconhecidas. Tudo terá que ser  vivenciado e  aprendido,para que se torne conhecido.Não podemos esquecer que na  criança pequena o intelecto e a visão ainda não estão desenvolvidos.As mãos,as pernas,a barriga e a boca devem vivenciar,vivenciar  e vivenciar novamente vivenciar,até que a cabeça lentamente possa acordar e entender tudo em sua volta.Água,fogo,terra e outros.
Para entendermos o que esta sendo falada, a criança na escola quando o professor falar sobre córrego, ou rio, ou mar, cachoeira aparecerão em sua consciência inúmeras vivencias feitas com o elemento água, a água suave do regato que corre cintilante por entre seus dedinhos, a água salgada de um banho de mar, a água de um chuvisco que umedece a pele ou grossos pingos na cabeça no início de uma tempestade ou até a calça molhada quede tanto brincar molhou por esquecer-se de ir ao banheiro toda essa multiplicidade aparecerá quando o professor na época falar sobre água.
Por qual quer razão essa criança não tem tido essa vivencia com água, por que a mãe sentisse medo que a criança ao molhar se resfriasse, ou por não poder molhar ou sujar a roupinha, ou então horas sentada e só tenha feito vivencias com os olhos e ouvidos sem que as mãos tivesse tocado em algo ou os pés percebido alguma coisa. Como educadores saberemos e conhecemos a criança que  tiveram experiências ricas e intensas ao brincar.A criança de um modo geral procura suas vivencias pois ela tem necessidade elementar de confrontar se com força gravitacional e os elementos:ar,água,fogo e terra.
É característico que nos dois primeiros anos de vida ela de continuidade ao hábito elementar de sua vivencia pré natal tudo o que ele vê é levado à boca. Em outras palavras tudo é interiorizado  por isso tudo vai a boca,por que na sua existência pré natal percepção significa interiorização.Aos poucos vai aprender que aqui na terra ela pode utilizar de seus sentidos e conhecer apalpando,cheirando degustando,ouvindo e vendo

domingo, 22 de julho de 2012

Estimulante da Literatura Infantil


Hoje ouvimos muitas vezes os professores reclamarem do desinteresse dos alunos pela leitura. Existem vários fatores que contribuem para esse fato, por exemplo, os alunos preferem ler revistas, muitos não tem uma biblioteca em casa, outros preferem cinema, tv e rádio, isso sem contar com outras atividades tão freqüentes hoje em dia como sair para jogar futebol com os amigos ou jogar videogame.
Com todas estas atividades, os livros acabam ficando esquecidos ou são usados somente se a pessoa não tiver nenhuma outra atividade em mente.
A literatura infantil começou no século XVIII. Nessa época a criança começava, efetivamente, a ser vista como criança. Antes, ela participava da vida social adulta, inclusive usufruindo da sua literatura.
As crianças da nobreza liam os grandes clássicos e as mais pobres liam lendas e contos folclóricos (literatura de cordel), muito populares na época.
Como tudo evolui, esse tipo de literatura também evoluiu para atingir ao público infantil: os clássicos sofreram adaptações e os contos folclóricos serviram de inspiração para os contos de fadas.
PRINCIPAIS AUTORES E OBRAS
Perrault: “Chapeuzinho Vermelho”, “A Bela Adormecida”, “O Barba Azul”, “O Gato de Botas”, “Pequeno Polegar”, etc.
Irmãos Grimm: “A gata borralheira” (que de tão famosa recebeu mais de 300 versões pelo mundo afora), “Branca de Neve”, “Os Músicos de Bremen”, “João e Maria”, etc.
Andersen: “O Patinho Feio”
Charles Dickens: “Oliver Twist”, “David Copperfield”
La Fontaine: “O Lobo e o Cordeiro”
Esopo: “A lebre e a tartaruga”, “O lobo e a cegonha”, “O leão apaixonado”
No Brasil a literatura infantil deu os primeiros passos com as obras de Carlos Jansen (“Contos seletos das mil e uma noites”), Figueiredo Pimentel(“Contos da Carochinha”), Coelho Neto, Olavo Bilac e Tales de Andrade.
Porém, o mais importante escritor infantil foi Monteiro Lobato. É com ele que se inicia, de fato, a literatura infantil no Brasil.
MONTEIRO LOBATO
José Bento Monteiro Lobato nasceu em 1882 em São Paulo. Sua obra consiste em contos, ensaios, romances e livros infantis. Além de escritor, Monteiro Lobato foi tradutor. É considerado, juntamente com outros escritores brasileiros, um dos maiores e mais importantes nomes da nossa literatura.
- Principais Obras
Urupês
“Cidades Mortas”
“Idéias do Jeca Tatu”
“Negrinha”
“Reinações de Narizinho” (livro que reúne várias histórias infantis)
“Sítio do Pica-pau Amarelo”
“O Minotauro”
Além de Monteiro Lobato, outros escritores como Ziraldo e Ana Maria Machado também se dedicam ao público infantil.
Ziraldo: “O Menino Maluquinho”, “A bonequinha de pano”, “Este mundo é uma bola”, “Uma professora muito maluquinha”.
Ana Maria Machado: “A Grande Aventura de Maria Fumaça”, “A Velhinha Maluquete”, “O Natal de Manuel”.
Apesar de tudo, a literatura infantil sofre alguns preconceitos, pois muitos escritores negam que suas obras são escritas para os pequenos. Isso nos dá a impressão que essa literatura não é tão importante, se esquecem de que se sua obra for boa e tiver conteúdo, ela poderá influenciar crianças de uma forma positiva.
Muitas obras consideradas adultas foram adotadas pelo público infantil (“As aventuras de Robson Crusoé” – de Daniel Defoe, “Viagens de Gulliver” – de Jonathan Swift e “Platero e Eu” – de Juan Ramón Jiménez), assim como muitas obras do público infantil agradam os adultos (“Sitio do Pica-Pau Amarelo”, por exemplo).
Professores, educadores e pais querem criar em seus filhos e alunos o hábito da leitura, porém, muitos adultos não tem esse hábito e usam a falta de tempo e cansaço como uma justificativa para a pouca dedicação aos livros, sem perceber que essa atitude vai tirando o interesse da criança, que no início de sua trajetória de vida via o livro como algo encantador, mágico e cheio de mistério.
CARACTERÍSTICAS
É possível listar algumas características que marcam este universo:
Narrativa movimentada, cheia de imprevistos
- Discurso direto
- Livros com muitas ilustrações
- Finais felizes na maioria das vezes
Desde a década de 70, a literatura destinada ao público pré-adolescente (11 – 12 anos até a adolescência) vem sendo chamada de “Literatura Realista para Crianças”.
Como o próprio nome já diz, esse tipo de literatura tem como objetivo levar a realidade da vida para as crianças abordando temas até então considerados impróprios (morte, divórcio, sexo e problemas sociais).
Existe muita controvérsia a respeito desse tipo de literatura, alguns educadores alegam que esses livros são mais projetos educativos (muitos são feitos por encomenda) do que literatura.
Claro que a conscientização da realidade pode ser feita de outra forma, já que o universo infantil é repleto de magia, facilitando a transmissão das mesmas idéias sem chocar tanto.
O mais importante de tudo é que as crianças conheçam todos os tipos de literatura, pois esse conhecimento irá ajudá-la a escolher a leitura que mais lhe agrada.