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sábado, 22 de junho de 2013

Autora: Mara Regina Maraia Schoenberger A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA ALFABETIZAÇÃO

RESUMO

Esta pesquisa bibliográfica demonstra a importância das atividades lúdicas na alfabetização, visto que jogos e brincadeiras são, conforme os estudiosos, experiências afetivas que se correlacionam ao ambiente e devem ser aplicadas nas crianças em fase escolar. Respaldada por expressivos referenciais teóricos, a proposta de trabalho apresentada permite afirmar a existência de jogos e brincadeiras infantis, que se bem aplicadas, certamente ajudarão no desenvolvimento da educação psicomotora e conseqüentemente, no processo escolar. A conclusão final permitiu ressaltar os principais aspectos da pesquisa que certamente farão com que os educadores motivem-se para a realização de novos estudos sobre o tema abordado
Palavras-chave: alfabetização,atividades lúdicas,jogos e brincadeiras infantis.

Introdução
O tema deste artigo é “A importância do Lúdico na alfabetização”. Aborda em especial a alfabetização, por ser a área profissional de minha atuação e considero também que o jogo e a brincadeira são meios que se têm de oferecer a uma criança uma aprendizagem menos rígida, de maneira alegre e divertida.  Percebe-se que os educadores da atualidade precisam utilizar-se do lúdico na educação infantil, pois ao separar o mundo adulto do infantil, e ao diferenciar o trabalho da brincadeira, a humanidade observou a importância da criança que brinca. Os efeitos do brincar começam a ser investigados pelos pesquisadores que consideram a ação lúdica como metacomunicação, ou seja, a possibilidade da criança compreender o pensamento e a linguagem do outro. Portanto, o brincar implica uma relação cognitiva e representa a potencialidade para interferir no desenvolvimento infantil, além de ser um instrumento para a construção do conhecimento do aluno.
O lúdico é um trabalho de ação pedagógica com enfoque no desenvolvimento e construção da linguagem, gesto, sons, imagens, fala e escrita, cuja prática pedagógica se apresente em forma de propostas de jogos e brincadeiras que permitam à criança tomar decisões, raciocinar rápido e ser criativa.
Esta pesquisa se torna relevante ao considerar a importância das atividades lúdicas como fundamental para a integração de todos dentro do processo educacional. Devemos buscar caminhos que possam oferecer condições para que o desenvolvimento dos educandos ocorra. Propor atividades e rever objetivos que produzam sentido para as crianças, em suas práticas reais.
Podemos ver que é através dos jogos e brincadeiras que proporcionamos a aquisição de novos conhecimentos, desenvolvendo na criança habilidades de forma natural e agradável. Os jogos e brincadeiras são necessidades básicas da criança, essenciais para o desenvolvimento motor, social, emocional e cognitivo.
Tanto o jogo quanto a brincadeira podem ser trabalhados em um universo maior. Podemos ver que a busca do saber torna-se importante e prazerosa quando a criança aprende brincando. É possível, através de jogos e brincadeiras, formar indivíduos com autonomia, motivados para muitos interesses e capazes de aprender rapidamente.
O método a ser utilizado nesta pesquisa será o dedutivo, através de pesquisa bibliográfica, bem como em revistas, artigos e sites especializadas em educação. No desenvolvimento  deste artigo  falarei sobre a importância dos jogos para o desenvolvimento da criança. Jogos; O que é jogo? Por que é importante jogar? Quando e como usar os jogos no dia-a-dia da sala de aula? A  importância e a necessidade que a criança tem de brincar para desenvolver a sua capacidade de criar e reinventar o mundo que ela vive. Brincar, o que é brincar? Porque é importante brincar? Brinquedos e brincadeiras no desenvolvimento da criança.A  importância das atividades lúdicas no contexto escolar. Pode-se perceber que com o uso de jogos e brincadeiras na sala de aula, a escola garante um clima de prazer fundamental, tanto para a criança quanto para o educador. O brincar e o jogar na escola são ferramentas que o educador deve utilizar para a aprendizagem e desenvolvimento de uma criança, a atividade lúdica no processo de socialização trabalha com atividades lúdicas realizadas em dupla e grupo; Atividades lúdicas no dia-a-dia da sala de aula.

DESENVOLVIMENTO
CONCEITO DE  JOGO
Jogo é um ato de liberar tensões, fonte de prazer, alegria, descontração, convivência agradável e educativa. Falar-se de jogo é falar de atividades que envolvem prazer, regras, vencedores e perdedores.  É uma atividade social que garante a interação e construção do conhecimento da realidade vivenciada pelas crianças e de constituição do sujeito – criança como sujeito produtor de sua história.  
A abrangência do jogo está altamente ligada ao aspecto social, pois o ambiente social do escolar iniciante é o grupo de jogo. Ele oportuniza contatos em grupo, que requerem a mínima participação de agentes controladores de origem externa. A forma jogada possibilita o verdadeiro equilíbrio entre as ações dos membros de um jogo social e isso favorece um trabalho educativo, proporcionando aprendizagens importantes.

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O jogo ganhou, nos últimos anos, sentido de prazer, de algo que se realiza sem conflitos, contribuindo para que as atividades não se desenvolvam num processo rígido. O jogo canaliza os ensinamentos sérios e importantes através do dinamismo, do prazer e da alegria. Podemos ver que por meio de jogos as crianças se relacionam espontaneamente e são capazes de respeitar o código estabelecido, e criar leis da própria atividade.
Sabemos que tanto o jogo quanto a brincadeira estão atrelados no mundo infantil, pois a criança adquire a aprendizagem jogando, pois jogando fornece a criança a possibilidade de construir uma identidade autônoma, cooperativa e criativa.Os jogos fazem parte do ato de educar, um compromisso consciente, intencional e modificador da sociedade. 


PÔR QUE É IMPORTANTE JOGAR?
Jogar é importante, por ser um procedimento de real valor no desenvolvimento de qualquer conteúdo. O jogo é um dos mais antigos e nobres processos de aprendizagem e, seguramente, contém as mais autênticas manifestações sócio-pedagógicas.Trabalhando com jogos o professor contará com um ambiente descontraído, onde a aprendizagem acontecerá naturalmente e evitará certos desgastes que um procedimento mais rígido, poderá proporcionar uma maneira prazerosa de trabalhar, durante vários momento dentro e fora da sala de aula.
PIAGET (1994:25) vê no jogo: “um processo de ajuda ao desenvolvimento da criança; acompanha-a, sendo, ao mesmo tempo, uma atividade conseqüente de seu próprio crescimento”.
 Afirma Piaget que o jogo proporciona à criança viver momentos de colaboração, competição e também de oposição, ensinando-as a conhecer regras, respeitar o companheiro e aumentar os contatos sociais, ajuda ainda na superação do egocentrismo. O jogo oportuniza o desenvolvimento motor da criança, permitindo que ela crie e monte seus próprio jogos melhorando as suas habilidades, motiva-a também a ultrapassar seus limites.
ALVES (1994:26), diz que:
“O jogo traz a visão do futuro. O jogo tem a visão do futuro em primeiro lugar por que seu espírito criativo está nas origens da humanização. Em segundo lugar porque está vinculado à criança e ao espírito infantil.”
O jogo é considerado um dos elementos fundamentais para que o processo de ensino-aprendizagem possa superar os indesejáveis métodos da descoberta, do conteúdo pronto, acabado e repetitivo, que tornam a educação tão maçante, sem vida e sem alegria. O jogo supõe relação social. Por isso, a participação em jogos contribui para a formação de atitudes sociais, respeito mútuo, solidariedade, cooperação, obediência às regras, senso de responsabilidade, iniciativa pessoal e grupal.
QUANDO E COMO USAR OS JOGOS NO DIA-A-DIA DA SALA DE AULA
Os jogos devem ser utilizados no dia-a-dia da sala de aula, dentro de um objetivo. O importante é que seja proposto de forma que a criança possa tomar decisões, agir de maneira transformadora. Os jogos devem ser usados para fazer com que a criança reflita, ordene, desorganize, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira.
Para Celso Antunes (1998:40):
“o jogo somente tem validade se usado na hora certa e essa hora é determinada pelo seu caráter desafiador, pelo interesse do aluno e pelo objetivo proposto. Jamais deve ser introduzido antes que o aluno revele maturidade para superar seu desafio e nunca quando o aluno revelar cansaço pela atividade ou tédio por seus resultados.”

As atividades realizadas em forma de jogos, utilizadas na hora certa e de maneira correta, proporcionam à criança condições para desenvolverem as relações sociais, aprendendo a se conhecerem melhor e a conhecerem e aceitarem a existência dos outros.                      O educador deve procurar despertar o espírito de cooperação e de trabalho conjunto no sentido de metas comuns. A criança precisa de ajuda para aprender a vencer, sem ridicularizar uma atitude de compreensão e aceitação.
Podemos ver que quando o clima da sala de aula é de cooperação e respeito mútuo, a criança sente-se segura e emocionalmente e tende a aceitar mais facilmente o fato de ganhar ou perder como algo normal, decorrente do próprio jogo. Cabe ao professor, em sala de aula ou fora dela, estabelecer metodologias e condições para desenvolver e facilitar este tipo de trabalho.
O QUE É BRINCAR?
O brincar é uma realidade cotidiana na vida das crianças, e para que elas brinquem é suficiente que não sejam impedidos de exercitar sua imaginação. A imaginação é um instrumento que permite relacionar seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco conhecem. É por meio das brincadeiras que as crianças se interagem no universo dos adultos, universo que já existiam quando elas nasceram e que só aos poucos elas poderão compreender.                                                                     
WINNICOTT (1975:63), estudioso do crescimento e desenvolvimento infantil, considera que:
“(...) o ato de brincar é mais que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprio, um fazer que se constitui de experiências culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo (a criança) e com os outros (...).”
WINNICOTT também coloca o brincar como uma área intermediária de experimentação para qual contribuem a realidade interna e externa. Nesse sentido, a criança pode relacionar questões internas com a realidade externa, e tornar-se capaz de participar de seu contexto e perceber-se como um ser no mundo.
Analisando a concepção acima, podemos dizer que no ato de brincar, tanto o adulto quanto a criança estão plenamente libertos para a criação. E é através da criatividade, que o indivíduo torna-se pleno e sincronizado com a vida, dando valor a esta, percebendo suas potencialidades, além da importância das trocas interindividuais.
Podemos ver que na alfabetização o brincar é de fundamental importância para resolução dos problemas emocionais que fazem parte do desenvolvimento da criança.
 Brincar é uma atividade lúdica criativa no brinquedo, entra em ação a fantasia. O indivíduo criança ou adulto ao brincar, transforma a realidade e a realidade o transforma; cria personagens e mundos de ilusão, coloca-se diante do risco, do imprevisto, do suspense. Não há necessidade do resultado a alcançar.
 POR QUE É IMPORTANTE BRINCAR?
O brincar é importante porque proporciona uma ética da aprendizagem em que as necessidades básicas da criança podem ser satisfeitas. Essas necessidades incluem as oportunidades de praticar, escolher, preservar, imitar, imaginar, dominar, adquirir competência e confiança, de adquirir novos conhecimentos, habilidades, pensamentos, entendimentos e de conhecer e valorizar a si mesmo e as próprias forças, e entender as limitações pessoais.
MALUF (2003:20), diz que “é importante a criança brincar, pois ela virá se desenvolver permeada por relações cotidianas, e assim vai construindo sua identidade, a imagem de si e do mundo que o cerca.”
Para as crianças, o brincar é a forma mais perfeita de se comunicar, é um meio para perguntar e explicar, um instrumento que ela tem para se relacionar com outras crianças. Ainda insiste MALUF (2003:31): “Brincar é a forma mais perfeita para perceber a criança e estimular o que ela precisa aprender e se desenvolver.”
                   De acordo com a colocação acima podemos ver que por meio da brincadeira temos uma visão mais ampla da criança. Sendo assim, podemos ajudá-las no que mais precisam para aprender e se desenvolver. Brincando, as crianças aprendem mito sobre o mundo que as cerca e têm a oportunidade de procurar a melhor forma de se integrar a esse mundo que já encontraram pronto ao nascer.
BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS
O brinquedo caracteriza-se, ainda, pela presença do outro. Brincar é estar junto com o outro. É sentir o gesto, o olhar, o calor do companheiro. O brinquedo aproxima as pessoas, torna-as amigas, porque brincar significa sentir-se feliz.
Walter Benjamim (1984:42), diz que: “O brinquedo sempre foi e sempre será um objeto criado pelo adulto para a criança. Mesmo os brinquedos antigos como a bola, a pipa, desenvolveram as fantasias infantis.” Os brinquedos e brincadeiras propõem um mundo imaginário tanto as crianças quanto os adultos.
O brinquedo e a brincadeira possuem um papel de grande importância no desenvolvimento da criança. Esse papel é, sem dúvida, fundamental para a aprendizagem da leitura e da escrita, permitindo o desenvolvimento da iniciativa, da imaginação, da criatividade e do interesse.
A criança vive um intenso processo de desenvolvimento. Nela se expressa a própria natureza, e cada instante, surge uma nova função. Ao entrarem em ação, a criança busca atividades que lhe permita manifestar-se de forma mais completa. A primeira atividade é brincar e é através desse brincar, que ela desperta para o mundo, sendo o começo de uma série de outras atividades que se desencadeiam à medida que se tornam ação, levando-a a descobrir novas formas de aprendizagem.

A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO DA CRIANÇA DENTRO DO CONTEXTO ESCOLAR
As atividades lúdicas têm o poder sobre a criança de facilitar tanto o progresso de sua personalidade integral, como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas, intelectuais e morais. Ao ingressar na escola, a criança sofre um considerável impacto físico-mental, pois, até então, sua vida era exclusivamente dedicada aos brinquedos e ao ambiente familiar. Na escola, a criança permanece durante muitas horas em carteiras escolares nada adequadas, em salas pouco confortáveis, observando horários e impossibilitada de mover-se livremente. Pela necessidade de submeter-se à disciplina escolar, muitas vezes a criança apresenta uma certa resistência em ir à escola. O fato não está apenas no total desagrado pelo ambiente ou pela nova forma de vida e, sim, por não encontrar canalização para as suas atividades preferidas.Os jogos e as brincadeiras são muito importantes no processo de socialização da criança. É primordial que o brinquedo, o jogo, o lazer, o prazer marquem sempre um encontro com a criança na sala de aula. A brincadeira pode ser entendida como um diálogo simbólico entre a criança e a realidade em que está inserida.
Walter Benjamim (1984:70) sinaliza: “A criança quer puxar alguma coisa e torna-se cavalo, quer brincar com areia e torna-se ladrão ou guarda.”
Podemos ver que em cada unidade, há propostas de jogos, atividades lúdicas que visam incitar e excitar a imaginação das crianças e criar uma situação de aprendizagem. A criança brinca de bonecas, por exemplo, é uma brincadeira em que se aprende a compartilhar e a respeitar opiniões diferentes. Quando brinca de médico, geralmente reproduz formas de agir de médicos que já a atenderam ou que atenderam pessoas com as quais convive. Quando ela representa um médico, sua ação reproduz não um médico particular, mas um médico em geral, que realiza ações que ela pôde observar em suas diferentes experiências com médicos. A criança reproduz o que é típico, geralmente o que pode ser generalizado em uma situação, no caso de nosso exemplo, o que a criança sabe, o que ela já conhece sobre ser médico.
 ATIVIDADES LÚDICAS NO DIA-A-DIA DA SALA DE AULA
Para que um professor introduza atividades lúdicas no dia-a-dia de sua sala de aula ou que planeje atividades que contenham características necessárias para o desenvolvimento da criança. O professor precisa em primeiro lugar, reconhecer nas atividades lúdicas um espaço sobre diferentes aspectos do meio social e cultural em que as crianças vivem. É preciso que o professor coloque as crianças em situações de aprendizagem de aspectos da realidade que elas estão inseridas. O Lúdico apresenta valores para todas as fases da vida humana. O brincar é uma atividade natural, espontânea e necessária para a criança, constituindo-se por isso em peça importantíssima na sua formação. Seu papel transcende o mero controle de habilidades , é muito mais abrangente. Através das atividades lúdicas a criança constrói seu próprio mundo. Jogar, responde à necessidade de garantir uma posição ativa de ser sujeito em uma experiência,dominando-a. No jogo de papéis , a criança assume papéis da vida adulta, e isso proporciona que ela faça mediação entre o real e o imaginário.
Através dos jogos, o educando explora muito mais sua criatividade, melhora sua conduta no processo ensino – aprendizagem e sua auto estima, porém, o educador deve ter cuidado de como são afixados os jogos em seus fins pedagógicos , para que não se transformem em atividade dirigida e manipuladora. Se isso ocorrer o jogo deixará de ser jogo pois não será caracterizado com liberdade e espontaneidade.Uma das alternativas adotadas pelos educadores para que este problema da anulação do sentido do Lúdico não aconteça é evitar a intervenção no jogo.
O papel do professor é de fundamental importância para a difusão e aplicação de recursos lúdicos. O professor ao se conscientizar das vantagens do lúdico, adequará a determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades. Uma aula inspirada no lúdico, não é necessariamente aquela que ensina conteúdos com jogos, mas aquela em que as características do brincar estão presentes, influindo no modo de ensinar do professor, na seleção dos conteúdos, no papel do aluno. O professor interessado em promover mudanças, como pesquisador estará em busca de ações educativas eficazes. Utilizando o lúdico o aprendizado se daria em um ambiente mais agradável, pontuado pela coragem de professores que não tem medo de sonhar. Uma aula lúdica é uma aula que se assemelha ao brincar - atividade livre, criativa, imprevisível, capaz de absorver a pessoa que brinca, não centrada na produtividade. A tensão do direito de saber, a vontade de participar e a alegria da conquista estarão presentes em todos os momentos desta aula. Através do lúdico o aluno desenvolve potencialmente sua criatividade e o indivíduo criativo é um elemento importante para o funcionamento efetivo da sociedade, pois é ele que faz e promove mudanças.
Através do Lúdico pode-se trabalhar vários conteúdos, pude perceber isto ao realizar trabalhos envolvendo contação de histórias, música, teatro , artes visuais, confecções de brinquedos ou jogos de sucatas e que muitas vezes estavam entrelaçados com assuntos diversos como meio ambiente, numerais , leitura e escrita, etc..

CONCLUSÃO
             A criança para apresentar um melhor desempenho nas brincadeiras e jogos precisa escolher livremente com quem e do que irão brincar. A função do adulto nessa atividade é de observador, uma vez que não é ele quem configura a atividade, porém, não se trata de um observador passivo, pois nesse momento pode perceber como estão se dando as relações de sociabilidade entre as crianças do grupo, quem consegue resolver sozinho seus desentendimentos, e a proposição de desafios inovadores.
Cabe também aos adultos a tarefa de instrumentar as crianças em todas as suas necessidades nas relações de socialidade, resolver conflitos, ajudar alguém mais solitário a se enturmar, informas as crianças sobre um repertório de brincadeiras, para que elas se utilizem livremente dessas possibilidades.É ingênuo pensarmos que, a criança por estar num espaço aberto privilegiado, como é o da escola (com árvores, bichos, escadas, quadras de areia, trepa-trepa e gira-gira) e, serem todos companheiros num mesmo grupo, as crianças tenham total desenvoltura e autonomia para criar brincadeiras, às vezes sim e as vezes não.
Por exemplo, as crianças que moram em cidades grandes, como São Paulo, não podem brincar na rua, freqüentemente, ela não tem nem quintal, as crianças não se encontram com outras crianças da vizinhança para que juntas possam brincar.Podemos ver que cabe ao professor e a escola propiciar de uma certa forma esse quintal que as crianças já não tem mais. A escola deve possibilitar ao aluno a ampliação de seus conhecimentos e por conseqüência suas possibilidades de leituras (diálogos), e isto pode ser feito de forma prazerosa, sem uma ruptura busca com cotidiano da criança, aproveitando as atividades lúdicas para adapta-las e socializá-las ao meio escolar, e ainda para iniciá-la no processo de alfabetização.
Durante toda a vida, mais na infância de forma muito especial, o ser humano passa por grandes transformações em termos de atividades, gestos e posturas. É preciso conhecer, passo a passo, estas transformações para poder compreender as necessidades da criança, estimulá-la e, acima de tudo, contribuir para que se desenvolva harmoniosamente, guardando para a vida adulta uma imagem positiva de si mesma e de corpo.
Podemos ver que o estudo sobre ludicidade na alfabetização não deve ser encarado como mero lazer ou simplesmente uma forma de distração e sim como uma aula muito importante que deve ser encarada com muito credibilidade.Podemos considerar importante a inclusão dos jogos, e brincadeiras como parte integrante dos métodos e procedimentos educativos de um programa de alfabetização em atividades infantis, principalmente quando envolvem a construção, a manifestação expressiva e lúdica de imagens, sons, falas, gestos e movimentos.Com o emprego de jogos e brincadeiras na sala de aula, a escola garante um clima de prazer tão fundamental para aquele que ensina e para aquele que aprende, pois, a sala de aula é um espaço de encontro, de inclusão, de trabalho mútuo e somente assim ela pode ser significativa para o aluno e para o professor.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Rubem. Alegria de ensinar. São Paulo: Ars Poética, 1994.
ANTUNES, Celso. Jogos para a estimulação das múltiplas inteligências. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 1998.
BENJAMIN, Walter. Reflexões: a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Summus, 1984.
MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar: prazer e aprendizado.Petrópolis: Vozes, 2003

WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O que ensinar na Alfabetização




Práticas de linguagem escrita e sistema alfabético juntos

Ao trabalhar com situações de escrita pelo aluno na alfabetização inicial é preciso desafiar os alunos a escrever por conta própria textos reais de complexidade adequada ao seu estágio de alfabetização, ou seja, gêneros que sejam acessíveis aos alunos. No esforço de entender
como funciona o sistema alfabético, as crianças vão inicialmente tentar escrever com base no que conhecem sobre a escrita e onde ela aparece (cartazes, livros, jornais etc.), utilizando o contexto para identificar quais letras "servem" para quais palavras ou partes delas. As questões que o professor faz para que a criança justifique o que está escrito e os conflitos cognitivos decorrentes dessas indagações e da interação com os colegas levam à revisão de suas hipóteses.

Atenção: Os alunos precisam compreender a natureza do sistema de escrita ao mesmo tempo em que se apropriam das práticas sociais de linguagem presentes na vida social, lendo e escrevendo diferentes gêneros literários e informativos.

De acordo com os PCNs:
"A compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe com a crença arraigada de que o domínio do bê-á-bá seja pré- requisito para o início do ensino de língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma simultânea. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional : a escrita alfabética; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever." (p. 22)

"As propostas de escrita mais produtivas são as que permitem aos alunos monitorarem sua própria produção, ao menos parcialmente. A escrita de listas ou quadrinhas que se sabe de cor permite, por exemplo, que a atividade seja realizada em grupo e que os alunos precisem se pôr de acordo sobre quantas e quais letras irão usar para escrever. Cabe ao professor que dirige a atividade escolher o texto a ser escrito e definir os parceiros em função do que sabe acerca do conhecimento que cada aluno tem sobre a escrita, bem como, orientar a busca de fontes de consulta, colocar questões que apóiem a análise e oferecer informação específica sempre que necessário." (p. 56)

Expectativas de aprendizagem

Confira, a seguir, as aprendizagens que são esperadas para os alunos de 1º e 2º anos em relação à escrita autônoma, com base nas orientações curriculares de Língua Portuguesa da rede municipal de São Paulo.

Escrita e produção textual para o 1º ano
- Conhecer as representações das letras maiúsculas do alfabeto de imprensa e a ordem alfabética.
- Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para a escrita.
- Produzir texto de memória de acordo com sua hipótese de escrita.
- Escrever usando a hipótese silábica, com ou sem valor sonoro convencional.
- Reescrever histórias conhecidas - ditando para o professor ou para os colegas e, quando possível, de próprio punho -, considerando as ideias principais do texto-fonte e algumas características da linguagem escrita.
- Produzir escritos de autoria (bilhetes, cartas, instrucionais).

Escrita e produção textual para o 2º ano
- Escrever alfabeticamente, ainda que com erros ortográficos (ausência de marcas de nasalização, hipo e hipersegmentação, entre outros).
- Reescrever histórias conhecidas, ditando-as ou de próprio punho.
- Produzir textos simples de autoria.
- Revisar textos coletivamente, com ajuda do professor e dos colegas, para melhorá-los e, assim, compreender a revisão como parte do processo de produção.
- Aprender a se preocupar com a qualidade de suas produções escritas, no que se refere tanto aos aspectos textuais como à apresentação gráfica.

LIVRO DE PARLENDAS NA AJUDA DA ALFABETIZAÇÃO

Livro de parlendas preferidas
Objetivos 
- Favorecer situações de escrita com base em textos memorizados.
- Possibilitar a reflexão sobre o sistema alfabético.

Conteúdo 
- Escrita.

Anos
1º e 2º anos.

Tempo estimado
Nove aulas.

Material necessário 
Livros de parlendas, canetas coloridas, giz de cera, lápis preto e letras móveis. 
Desenvolvimento 
1ª etapa
Apresente parlendas aos alunos e conte que farão um livro com esse tipo de texto para apresentar aos demais colegas da escola. Leia uma delas, pergunte se conhecem outras e inicie a escrita de uma lista coletiva das conhecidas. Leia outras e acrescente à lista.
2ª etapa 
Divida a classe em grupos. Distribua um conjunto com as letras móveis necessárias para a escrita da parlenda para cada grupo da sala. Peça que contem quantas letras receberam e confirmem a quantidade. Retome a parlenda oralmente e anuncie qual será o primeiro trecho a ser escrito. Enquanto observa as produções, faça perguntas que promovam a reflexão sobre a própria escrita: "Com qual letra começaram a escrever o trecho da parlenda?", "O nome de algum aluno pode ajudar nessa escrita?". Peça que leiam o que escreveram - essa intervenção é fundamental para que ajustem a fala à escrita.

3ª etapa
Forme duplas para a escrita de outra parlenda. A escrita será em conjunto, por isso cada criança deve colocar uma letra de cada vez, anunciando ao parceiro o que já está escrito para que este dê continuidade. Distribua as letras e relembre oralmente a parlenda. Faça intervenções: "Quantas letras deve ter esse pedaço?", "Com qual letra deve terminar o verso?". Peça que leiam cada trecho escrito para que reflitam e reorganizem as hipóteses iniciais.

4ª etapa 
Após a escrita das parlendas, crie com a turma o título da coletânea, escrevendo-o no quadro negro.

5ª etapa
Monte os livros e distribua-os aos alunos. Peça que cada um coloque seu nome, inicie a ilustração da capa e escreva o título combinado.

6ª etapa
Proponha a escrita coletiva do convite para o lançamento do livro, destinado a alguma turma da escola. No dia marcado, divida a sala em grupos. Cada um recitará uma parlenda.

Produto final
Livro com parlendas eleitas pelo grupo.

Avaliação 
Observe se os alunos aprofundaram seus conhecimentos a respeito do sistema de escrita. Eles reviram suas escolhas com base nas intervenções e da parceria com os colegas?

Sondagem para a Alfabetização nas Séries Iniciais

Sondagem na alfabetização
PARA AS SÉRIES INICIAIS



Introdução
Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita as crianças têm e com isso adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem. 

Tematização
Por que devemos fazer o diagnóstico inicial das hipóteses de escrita dos alunos? Além de objetivos práticos como a organização de parcerias produtivas de trabalho e o acompanhamento da evolução dos alunos, a realização da sondagem pressupõe um respeito intelectual do professor em relação ao conhecimento do aluno. Significa assumir que os alunos pensam sobre a língua escrita - formulando hipóteses sobre o seu funcionamento - e que é primordial para o desenvolvimento de um bom trabalho conhecer detalhadamente o que eles pensam sobre o sistema alfabético.

Objetivo
Escrever uma lista de palavras e uma frase, ditadas pelo professor, colocando em jogo todos os conhecimentos disponíveis

Tematização
A sondagem não é um momento para ensinar conteúdos e sim para o aluno mostrar ao professor o que pensa sobre o sistema alfabético de escrita. Portanto, o único objetivo dessa atividade é fazer com que os alunos escrevam da maneira como acreditam que as palavras devem ser escritas.

Material necessário
Papel e lápis.

Desenvolvimento
Atividade deve ser feita individualmente. Chame um aluno por vez e explique que ele deve tentar escrever algumas palavras e uma frase que você vai ditar. Escolha palavras do mesmo campo semântico, como por exemplo: lista das comidas de uma festa de aniversário, frutas, animais etc.

O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, de uma dissílaba e, por último, de uma monossílaba. Ao ditar, NÃO marque a separação das sílabas, pronunciando normalmente as palavras. Após a lista, é preciso ditar uma frase que envolva pelo menos uma das palavras já mencionadas, para poder observar se o aluno volta a escrevê-la de forma semelhante, ou seja, se a escrita da palavra permanece estável mesmo num contexto diferente.

Tematização
A escolha das palavras do ditado deve ser muito cuidadosa. Evite palavras que tenham vogais repetidas em sílabas próximas, como ABACAXI, por exemplo, por causar um grande conflito para as crianças que estão entrando no Ensino Fundamental, cuja hipótese de escrita talvez faça com que creiam ser impossível escrever algo com duas ou mais letras iguais. Por exemplo: um aluno com hipótese silábica com valor sonoro convencional, que utiliza vogais, precisaria escrever AAAI. Os monossílabos ficam para o fim do ditado. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso de as crianças escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão se recusar a escrever se tiverem de começar por ele. 
Confira 3 sugestões de grupos de palavras e frases para o ditado:
Sugestão 1
CENTOPÉIA
JOANINHA
FORMIGA
MINHOCA
ABELHA
LESMA
GRILO
A FORMIGA MORA NO JARDIM.
Sugestão 2
MUSSARELA
ESCAROLA
TOMATE
PALMITO
PRESUNTO
ALHO
ATUM

COMEMOS PIZZA DE MUSSARELA COM TOMATE.
Sugestão 3
REFRIGERANTE
MORTADELA
PRESUNTO
MANTEIGA
QUEIJO
SUCO
PÃO 
NO LANCHE DE HOJE TEREMOS PÃO COM MORTADELA.
Fique atento às reações dos alunos enquanto escrevem e anote o que eles falam, sobretudo de forma espontânea, isso pode ajudar a perceber quais as ideias deles sobre o sistema de escrita.

A cada palavra ditada, peça para que o aluno leia em voz alta o que acabou de escrever.

Tematização
É imprescindível pedir que a criança leia o que escreveu. Por meio da interpretação dela sobre a própria escrita, durante a leitura, é que se pode observar se ela estabelece ou não relações entre o que escreveu e o que lê em voz alta - ou seja, entre o falado e o escrito - ou se lê aleatoriamente.

Anote em uma folha à parte como o aluno faz a leitura, se aponta com o dedo cada uma das letras, se lê sem se deter em cada uma das partes, se associa aquilo que fala à escrita, em que sentido faz a leitura etc.

Avaliação
Finalmente, analise qual hipótese de escrita o aluno demonstrou na atividade.

Hipóteses de escrita mais comuns:

Pré-silábica, sem variações quantitativas ou qualitativas dentro da palavra e entre as palavras. O aluno diferencia desenhos (que não podem ser lidos) de "escritos" (que podem ser lidos), mesmo que sejam compostos por grafismos, símbolos ou letras. A leitura que realiza do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra, mas não entre as palavras. A leitura do escrito é sempre global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Pré-silábica com exigência mínima de letras ou símbolos, com variação de caracteres dentro da palavra e entre as palavras (variação qualitativa intrafigural e interfigural). Neste nível, o aluno considera que coisas diferentes devem ser escritas de forma diferente. A leitura do escrito continua global, com o dedo deslizando por todo o registro escrito.

Silábica com letras não pertinentes ou sem valor sonoro convencional. Cada letra ou símbolo corresponde a uma sílaba falada, mas o que se escreve ainda não tem correspondência com o som convencional daquela sílaba. A leitura é silabada.

Silábica com vogais pertinentes ou com valor sonoro convencional de vogais. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada pela vogal. A leitura é silabada.

Silábica com consoantes pertinentes ou com valor sonoro convencional de consoantes. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada pela consoante. A leitura é silabada.

Silábica com vogais e consoantes pertinentes. Cada letra corresponde a uma sílaba falada e o que se escreve tem correspondência com o som convencional daquela sílaba, representada ora pela vogal, ora pela consoante. A leitura é silabada.

Silábico-alfabética. Este nível marca a transição do aluno da hipótese silábica para a hipótese alfabética. Ora ela escreve atribuindo a cada sílaba uma letra, ora representando as unidades sonoras menores, os fonemas.

Alfabética inicial. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba. Agora, falta-lhe dominar as convenções ortográficas.

Alfabética. Neste estágio, o aluno já compreendeu o sistema de escrita, entendendo que cada um dos caracteres da palavra corresponde a um valor sonoro menor do que a sílaba e também domina as convenções ortográficas.


Plano de Aula de Alfabetização com Marchinhas de Carnaval

Leitura e escrita de marchinhas na alfabetização inicial
Músicas populares são uma boa alternativa para trabalhar textos memorizados na alfabetização de jovens e adultos 

Objetivos 
- Ler e escrever textos conhecidos de memória, ajustando o oral ao escrito.
- Construir conhecimentos sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita.
- Para alunos alfabéticos, refletir sobre algumas convenções ortográficas

Conteúdo
- Leitura pelo aluno
- Escrita pelo aluno

Anos
1º e 2º anos.

Tempo estimado 
Um mês.

Material necessário 
- Áudio de marchinhas de carnaval diversas, como (disponíveis 
aqui):
A jardineira 
Alalaô 
Aurora
Cidade Maravilhosa 
Cabeleira do Zezé 
Cachaça não é água 
Me dá um Dinheiro aí! 
Ó abre alas

- Cópias das letras das músicas que serão trabalhadas

Introdução
Os textos que os alunos sabem de memória são materiais riquíssimos para se trabalhar na alfabetização inicial. Eles devem ser utilizados em situações didáticas em que os estudantes são desafiados a ler e a escrever por si próprios. Como já sabem o texto de cor, não precisam se preocupar com o conteúdo. Assim, podem focar sua reflexão apenas no como ler, ajustando o que fala com o que está escrito, e no como escrever, pensando em quais letras usar e em qual ordem.

Na Educação Infantil e nas séries iniciais do ensino regular, as parlendas e as cantigas de roda são amplamente utilizadas nessas atividades. Já na Educação de Jovens e Adultos, é preciso tomar sempre o cuidado de não infantilizar o trabalho. Nesse sentido, as músicas populares e os poemas são alternativas para trabalhar a leitura e a escrita de textos que se sabe de memória com o público mais velho. Nesta sequência didática, serão focadas algumas possibilidades didáticas com as marchinhas de carnaval.

Desenvolvimento 
1ª etapa
Pergunte aos alunos que marchinhas de carnaval eles conhecem e peça para que cantem. Selecione algumas letras para escrever em cartazes e organize momentos para cantar cada uma delas. Antes de passar para as demais etapas, tenha certeza de que os alunos memorizaram as músicas escolhidas. Leve as canções para os alunos escutarem, os vídeos com as marchinhas usadas neste plano de aula podem ser encontrados 
aqui.

2ª etapa

Escolha uma marchinha para trabalhar por dia. Organize a turma em duplas, agrupando alunos com hipóteses próximas de escrita. Distribua uma cópia em letra maíúscula de forma para cada dupla e peça para que descubram qual das músicas já trabalhadas é aquela, justificando como chegaram à resposta. Em seguida, solicite que cantem a marchinha, acompanhando a leitura com o dedo. Circule pela sala, perguntando para cada dupla onde está escrita determinada palavra. Isso fará com os alunos busquem ajustar o oral ao escrito e considerem índices gráficos conhecidos (como letras iniciais e finais, por exemplo) até encontrar a palavra certa.

3ª etapa
Continue trabalhando com a marchinha da etapa anterior. Distribua para as duplas a letra da música recortada em versos (para os pré-silábicos e silábicos com ou sem 
valor sonoro convencional) ou em letras (para os silábicos-alfabéticos e alfabéticos), ajustando os desafios da atividade às possibilidades dos alunos. Para os mais avançados, peça que escrevam a marchinha com o lápis, também em duplas.

Repita as atividades da 2ª e da 3ª etapa com as letras das demais marchinhas selecionadas.

4ª etapa
Distribua para cada dupla cópias de trechos de algumas marchinhas trabalhadas, sem o título para que tenham de fazer a leitura a fim de identificá-los. Para decidir que textos entregar a cada dupla, considere as características quantitativas (quatidade e extensão dos versos) e qualitativas (palavras ou letras) das marchinhas. Quanto mais parecidas as letras, maior será a dificuldade da tarefa.

Observe, por exemplo, o conjunto abaixo. A tarefa dos aluno é localizar a marchinha "Ó abre alas":

Texto I
OH! JARDINEIRA PORQUE ESTÁS TÃO TRISTE?
MAS O QUE FOI QUE TE ACONTECEU?
FOI A CAMÉLIA QUE CAIU DO GALHO,
DEU DOIS SUSPIROS E DEPOIS MORREU.
Texto II
OLHA A CABELEIRA DO ZEZÉ
SERÁ QUE ELE É?
SERÁ QUE ELE É?

Texto III

Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR
Ó ABRE ALAS
QUE EU QUERO PASSAR
É possível entregar às duplas os textos I, II e III; ou os textos II e III, ou ainda os textos I e III. Cada conjunto apresenta um grau de dificuldade diferente, considerando as semelhanças entre os trechos. Às duplas que identificarem "Ó abre alas" é possível pedir que descubram quais são as outras duas marchinhas, oferecendo pistas quando necessário. Garanta que todos justifiquem suas respostas levando em conta as marcas gráficas do texto.

5ª etapa

Escolha apenas um trecho de uma das marchinhas trabalhadas e reproduza, em uma mesma folha, a letra correta junto com outras duas versões erradas, como no exemplo abaixo:
VOCÊ PENSA QUE CERVEJA É ÁGUA?
CERVEJA NÃO É ÁGUA NÃO
CERVEJA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO LAGO
VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É ÁGUA?
CACHAÇA NÃO É ÁGUA NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E ÁGUA VEM DO RIBEIRÃO
VOCÊ PENSA QUE CACHAÇA É SUCO?
CACHAÇA NÃO É SUCO NÃO
CACHAÇA VEM DO ALAMBIQUE
E SUCO VEM DO RIBEIRÃO

Os alunos precisam encontrar a versão correta e justificar porque as outras duas são erradas. Nessa atividade, assim como na anterior, é possível deixar mais ou menos explícitas as diferenças entre as versões erradas e a versão correta da marchinha, criando problemas diferentes para duplas que estejam em estágios diferentes no processo de alfabetização.
Avaliação 
Observe os progressos dos alunos em relação à construção do sistema de escrita.
- Eles conseguiram trabalhar bem em duplas, ajudando-se mutuamente?
- Realizaram as tarefas de leitura, arriscando-se a antecipar o que estava escrito e verificando as antecipações, considerando as marcas gráficas e os índices quantitativos e qualitativos?
- Realizaram as tarefas de escrita, refletindo sobre que letras utilizam e em que ordem, e as características do sistema alfabético?


Como Ensinar uma Criança a Ler

Como ensinar uma criança a ler


Quando se trata de ensinar as crianças a ler, nem todos os pais serão cabeças com o trabalho. Alguns pais podem sentir que eles não são capazes o suficiente para absorver as habilidades de leitura em seus filhos como eles nunca ensinou ninguém antes. No entanto, a fim de ensinar as crianças a ler, tudo, uma pessoa precisa é a capacidade de ler a si mesmo. Se isso está no lugar, o próximo passo é seguir algumas estratégias eficazes sobre como ensinar uma criança a ler. Dada a seguir são algumas das dicas mais úteis sobre como fazer uma criança melhorar a sua compreensão de leitura.

Dicas sobre como ensinar uma criança a ler

A criança está pronto para ler?

Antes de passar para aprender a ensinar uma criança a ler e escrever, a coisa mais importante a considerar é se a criança está pronta para isso? Normalmente, quando a criança atinge atingir a idade de dois anos, eles estão prontos para ler. Mas esta não é uma regra dura e rápida como cada criança é diferente. Algumas crianças são conhecidos por terem começado a desenvolver uma inclinação para a leitura tão tarde como quatro ou cinco anos. Uma boa maneira de saber se a criança está pronta para aprender a ler é observá-lo. Você encontrá-lo folheando as páginas de um livro? Ou ele se sente entusiasmado quando você ensinar-lhe cartas. Se a resposta a estas duas perguntas forem afirmativas, você pode prosseguir para ensiná-lo a ler.

Leia em voz alta para ele

Uma das dicas mais eficazes sobre como ensinar uma criança a ler melhor é ler para ele mesmo. Sente-se com seu filho e ter um livro de história ou livro quaisquer outras crianças. Leia as palavras em voz alta e manter o dedo sobre as palavras que você lê-los. A criança vai ver as palavras impressas e vai tentar associá-los com os seus sons. Além disso, vendo você ler vai despertar o seu interesse na atividade e se inculcar o hábito da leitura em si.

Familiarize-lo com sons da letra

Quando as crianças estão aprendendo a língua, a fim de formar palavras, eles se juntam os sons da letra. Assim, uma estratégia de ensino eficaz para ensinar uma criança a ler é enfatizar na letra soa mais do que sobre os nomes das letras. Por exemplo, se você vê um cão, ressaltam-lo para a criança dizendo: "dddd cão" ou "árvore tttt" e também para todas as letras. Outro aspecto a ter em mente ao ensinar-lhe sons da letra é para ensinar-lhe uma carta por dia. As crianças têm seu próprio tempo doce de aprender coisas novas para não confundir a criança, ensinando-lhe dois ou três cartas em um único dia.

Combine Leitura e Escrita

Pesquisas têm demonstrado que, se as crianças são ensinadas a ler e escrever lado a lado, torna mais fácil para eles lerem. Quando as crianças combinar vendo, leitura e escrita, as letras e as palavras ficam gravadas em sua memória. Assim, junto com a leitura, ensinar seu filho a escrever bem.

Torná-lo divertido e criativo

Ensinar crianças a ler deve ser divertido para que eles não sentem qualquer tipo de estresse ao fazer isso. Uma boa maneira de fazer isso é ensinar uma criança a ler com livros infantis. Estes livros vêm com histórias que se concentram em uma única letra de som. Há lotes de imagens das palavras utilizadas nos livros de história. Leia estes livros de histórias para seus filhos e enfatizar sobre os sons da letra. As imagens eo formato das histórias de percorrer um longo caminho em ajudar as crianças a ler. Algumas outras formas criativas para tornar a leitura diversão são a cantar as letras e palavras para crianças e para fazer flashcards com cartas escritas corajosamente sobre eles e, em seguida, combinando-as a pedir às crianças para adivinhar a palavra.

Outras estratégias

Inicialmente, quando você começou a ensinar letras para o seu filho, concentre-se as letras minúsculas, pela simples razão de que as letras maiúsculas formam apenas uma pequena percentagem de letras usadas na escrita em Inglês. Assim, para o desenvolvimento de habilidades de uma criança de leitura, letras minúsculas são a chave. Em segundo lugar, não colocar muita importância à gramática nas fases iniciais. Dê a criança a hora de conhecer as letras e as palavras. Não interromper o seu fluxo, corrigindo sua gramática de vez em quando. Por último, se você pesquisar na internet você vai encontrar uma lista de "palavras Dolch". Estes quatro centenas de palavras são mais do que suficiente para fazer uma criança aprender a ler. Assim, inicialmente ensinar as palavras Dolch para o seu filho e depois passar para os outros.

Estas são algumas dicas úteis sobre como ensinar uma criança a ler. Quando se trata de ensinar as crianças a fazer qualquer coisa, a chave está na prática. O mesmo vale para a leitura também. Então, uma outra estratégia de ensino eficaz é praticar inicialmente a letra soa com ele e depois passar para as palavras de visão. Pratique a leitura de vários tipos de livros infantis com ele. Seja paciente e dar-lhe tempo para aprender e absorver cada nova letra ou palavra. Com a prática constante e tempo, ele acabará por aprender a ler fluentemente.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A Música como Ação Pedagógica no Ensino Fundamental e Médio


A Música como Ação Pedagógica no Ensino Fundamental e Médio:
Alfabetização

Este artigo tem por objetivo apresentar o grupo musical formado por alunos, adolescentes, senhoras e senhores que residem na área adjacente a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Hilda Vieira, localizado a travessa Marapanim, s/n no bairro da Marambaia, telefone 091-32318288, que tem na direção a professora ALINE VALENTE DOS SANTOS. É uma escola de grande porte, que funciona nos três turnos: matutino, vespertino e noturno; e tem o projeto de aceleração que atende os alunos com defasagem de idade (EJA) Educação de Jovens e Adultos. No fim do ano de 2012, a escola Hilda Vieira recebeu o projeto Quebkimusic, que propõem uma ação pedagógica através da música em seus diversos gêneros, trabalhando com os professores da escola interdiciplinarmente e multidiciplinarmente, envolvendo os alunos da 1º série a ultima série do ensino fundamental I e II. Juntamente com os Institutos Federais do Pará, que tem vários projetos entre eles o (PIBID), Programa Institucional Bolsa Iniciação Docência. Que juntos será de grande valia a educação do ensino fundamental I que implantará na escola Hilda Vieira uma brinquedoteca através de seu bolsista sobre a coordenação da professora Celiamar Simões, responsável pelo subprojeto: Produção de Material Didático Pedagógico, através de material alternativo. É um trabalho de ação pedagógica que envolve situações de ensino-aprendizagem, valores, comportamento, crenças, tradições culturais e sociais e ações ou atividades, ou atos pedagógicos que alunos, professores estagiários, monitores, funcionários e famílias que contribuíram nesse processo de ensino aprendizagem.

Palavras Chave: Música. Ação Pedagógica. Alfabetização.
























INTRODUÇÃO

A arte de manifestar em diversos sons e afetos de nossa alma, vislumbrando os sentimentos e resgatando valores inerentes à característica humana de fazer o bem e promover o bem-estar, auto-estima e o processo de auto-aprendizado.

1)      Música

É uma linguagem que comunica sensações e sentidos que passa por organização de som e silêncio. Está presente nas mais diversas situações, afetividade, cognição e a estética que são partes integrantes dela.

A música é a linguagem que se traduz em
Formas sonoras capazes de expressar e
Comunicar sensações, por meio da organização
E relacionamento expressivo entre o som e o
Silêncio. Ela esta presente em todas as culturas
Nas mais diversas situações: festas e comemorações
Rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas, etc.
Faz parte da educação desde há muito tempo, sendo
Que, já na Grécia antiga era considerada como
Fundamental para a formação dos futuros cidadãos
Ao lado da matemática e da filosofia.
(Brasil, 1998.p.45).

O presente artigo tem por finalidade investigar se a música pode ser um instrumento de auxilio na ação pedagógica no ensino fundamental e médio. A música é uma ferramenta que contribui para a formação integral do ser humano. Por meio dela o educando entra  em contato com o mundo letrado  e lúdico.Ensinar utilizando  a música,ajuda o aluno a  valorizar uma peça musical,teatral,concertos,pois dando a oportunidade do conhecimento dos vários gêneros musicais que da a oportunidade de construir sua autonomia,criatividade,aquisição de novos conhecimentos e criticidade.
O aluno do ensino fundamental e médio, não é um ser estático, ele interage o tempo todo, com o meio. A música tem esse caráter de provocar esta interação, pois, ela traz em si ideologias, emoções, histórias que muitas vezes se identificam com as de quem as ouvem.
Percebe-se que em todo o ensino há necessidade de uma mudança, em relação à utilização da música na educação do ensino fundamental e médio, ela tem sido usada para fins de higiene, hora do lanche, comemorações cívicas em outras situações nem aparece no planejamento como ela deveria ser explorada. Não só na escola Hilda Vieira, mas nos demais instituto de ensino seja particular ou público estadual ou municipal.A maioria dos educadores não utiliza a música por não possuir a formação em música.Com tudo é preciso salientar que a música no Ensino Fundamental e Médio, significa trabalho com a linguagem musical, exploração dos sons,resgate cultural,repertório musical de vários gêneros.Conhecimentos esses que não necessitando formação específica (musical) do educador.
Esse projeto Quebkimusic na escola Hilda Vieira, não visa à formação profissional de educadores e educandos na área musical, e sim, dar lhes através da vivência e compreensão da linguagem musical e oportunizar e propiciar a abertura de canais sensoriais facilitando a expressão de emoções, ampliando a cultura geral e contribuindo para a formação integral do ser aumentando seus conhecimentos e aprendendo a linguagem e a execução de alguns instrumentos musicais tipo: metais, cordas, sopros e percussão.
Essa pesquisa é exploratória. Os procedimentos utilizados além da pesquisa bibliográfica, foram análise qualitativa dos questionários aplicados com professores de artes, matemática, língua portuguesa e história da educação fundamental e entrevista semi estruturada com os professores de música e monitores de instrumentos musicais.Os resultados foram analisados e categorizados a partir das características da ação pedagógica apontadas por SACRISTAN (1999),contemplando os momentos de interação em sala aula denominados como: pré-ativa(planejamento),e pós-ativa(avaliação).Os resultados revelam que a ação pedagógica musical dos professores e monitores de música possuía a intencionalidade e a finalidade em aspecto musical, enfatizando a influencia da formação em educação musical, mas pude perceber que, na construção do conhecimento sobre o desenvolvimento infantil e sobre o desenvolvimento musical infantil, foi sendo construído na prática e vivência, com experimentação em sala de aula.A linguagem usada além da música e a  forma lúdica que se  difere de acordo com a faixa de idade do aluno, sendo possível perceber suas habilidades e dificuldades a partir do seu cotidiano nas suas ações.
A música esta presente na vida do ser desde os tempos mais remotos nas festas e rituais de todos os tipos como: nascimento, mortes, casamentos, recuperação de doenças, fertilidades, momentos de louvor a lideres e em procissões e outros. Podemos salientar o aparecimento da música mesmo antes da formação do homem, pois nos relatos bíblicos encontramos a presença da música sendo realizada por anjos que segundo o livro de apocalipse fazem isto incessantemente diante do trono onde esta sentado O Deus Todo-Poderoso (AP 07,11-12).
Psicólogos, terapeutas ocupacionais, cardiologistas, além de profissionais da educação e o próprio governo Federal já entendeu que a música é um instrumento que deve ser utilizado em tratamento terapêutico e educacionais, por isso foi criado a Lei no. 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deva ser conteúdo obrigatório em toda a educação básica.
“O objetivo dessa lei não é formar músico profissionais e sim desenvolver a criatividade, sensibilidade e a integração dos alunos”, diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmera de Educação Básica do (CNE) Currículo Nacional Educação, ele explica que a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva, ela pode integrar o ensino de arte. Antigamente era uma disciplina, hoje não, ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas.A idéia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e nela ter entre os profissionais o professor de música.Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político pedagógico.Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes  multidisciplinares para o ensino de música ,não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino.Pois trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar  em escolas de educação básica é uma tarefa complicada.
A lei no. 11769 tornou o ensino de música obrigatório na escola do ensino fundamental, mas não se especifica quais séries devem ter música incluída em sua grade curricular. Segundo o presidente Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM),Magali Kleber,cada secretária esta preenchendo esta lacuna do seu jeito.Isso revela uma riqueza de que como é possível ter vários projetos pedagógicos para o ensino de música, assim a Escola Hilda Vieira aceitou o projeto musical Quebkimusic, que contribui para a formação  integral do indivíduo,reverenciando os valores culturais,difundindo o senso estético,promovendo a sociabilidade e a expressividade que introduz o sentido de parceria e cooperação e auxiliando no  o desenvolvimento motor, trabalhando com a sincronia de movimentos.O trabalho da música desenvolve as habilidades físico-cinestesica, espacial, lógico-matemático, verbal e musical.Ao entrar em contato com a música,zonas importantes do corpo  físico e psíquico são acionados: os sentidos,as emoções e a própria mente. Por meio da música a criança e o adolescente ou o próprio adulto expressa emoções que não consegue expressar com palavras.
O contato com os sons começa antes mesmo do nascimento, desde o momento da concepção, ela já é exposta aos sons intra uterinos, a voz materna também constitui material sonoro especial e referencial afetivo para a criança, daí a certeza de que a música esta presente antes do nascimento até a hora da morte do ser humano.
Os bebês, as crianças, adolescentes e os adultos interagem permanentemente com o ambiente sonoro que o envolve a música, já que ouvir, cantar e dançar é atividades presentes na vida de quase todos os seres humanos, ainda que de diferentes maneiras. Apresentar e dar oportunidade aos educandos do ensino fundamental e médio de conhecer e produzir vários ritmos e gêneros musicais trará a possibilidade de tornar-se um cidadão crítico capaz de comunicar-se por meio da adversidade musical.
Através das letras e lúdico, novos conhecimentos, concentração, autonomia, criticidade, ativará o cérebro, a sensibilidade, o raciocínio, expressão corporal. Quando questionado sobre a música como instrumento pedagógico os professores acham importantes por construir nas disciplinas curriculares: linguagens orais, escritas, matemática, natureza e sociedade, artes, educação física, o brincar e ainda estreita laço de amizades. 
Em relação às atividades com a música pode ser explorado: a linguagem do conceito de som e silêncio, brincadeiras estatuas, com produção de vários sons com o corpo, arrastando pés, batendo mãos nas diferentes partes do corpo, estimulando o desenvolvimento da linguagem falada por meio de canções que utilizam a linguagem gestual incentivando a criatividade, concentração e memória pela imitação de sons, criados pelos colegas, a utilização de brinquedos de diferentes texturas, formas e tamanhos que produzem som estímulos auditivos visuais e motores por meio de canções interpretadas com gestos, movimentos rítmicos, trabalho de percepção de pulsação com movimentos corporais com braços, mãos pernas, cabeça e tronco.



                                               “Quando trabalha a música com criança de cinco e seis anos 
                                                É importante lembrar que as estratégias adequadas
                                                Não seja somente fazer com que ela escute música
                                                Clássica ou tenha qual quer habilidade motora em
                                                Executar técnica em algum instrumentos, mas sim
                                                Estabelecer a relação de diversos sons e a qualidade
                                               “De ser agradáveis ou desagradáveis”
                                                                                                (MARCISO 1982, p.77)

A apreciação e interpretação musicam utilizando diferentes estilos musicais demonstram que as crianças podem aprender, a ouvir e comunicar seus sentimentos (alegria, tristezas, tensão, amor, amizade, respeito, carinhos e outros...), afinal a musica alimenta a alma e eleva o espírito. A presença do educador musical nas instituições de ensino fundamental e médio, apesar de agora ser uma lei que todos deveram ter um educador musical, impulsionará as transformações sociais e culturais, que ajudaram na qualidade educacional das crianças e adolescentes. Alguns estudos sobre a música como ação pedagógica de :Diniz (2005), Soler (2006),Tiago (2007), Beumont (2008), apontam para contribuição do professor de música nessas instituições de ensino fundamental.

2)      AÇÃO PEDAGÓGICA

O trabalho docente que envolve situações de ensino e aprendizagem, valores, comportamentos, crenças, tradições culturais e sociais e ações pedagógicas. Diz Azevedo (2007): “Esse conjunto de ações ou atividades ou atos pedagógicos que o professor realiza no processo de ensino e aprendizagem constitui uma ação pedagógica”. Sacristã (1999) caracteriza a ação pedagógica sob duas perspectivas: como parte integrante da prática educativa e como atributo da condição humana. Para ele a prática educativa é entendida como um sinal cultural parte de uma cultura educativa e é expressa em diferentes ambientes.
Nesse contexto os agentes educativos (professores, alunos, especialistas e políticos) por meio de suas ações estruturam a prática educativa, como transformadores da cultura e os transformadores de uma cultura educativa, a prática educativa pode ser entendida como praxi, que envolve a dialética entre o conhecimento e a ação com o objetivo de atingir um fim, buscando assim a transformação do mundo pela possibilidade de mudar os outros. Como transformados a prática educativa e considerada um conjunto de ações compartilhadas resultante da consolidação de padrões de ações perpassadas pela tradição.
Assim a ação refere-se aos sujeitos embora por extensão, possamos falar de ações coletivas a prática e a cultura acumulada sobre ações das quais se nutre. Diz Sacristã 1999, p.33, agimos a partir das ações, porque a fazemos a agimos a partir das ações por que fazemos a partir da cultura. Duas culturas: transformar e ser transformado,fazem com que as ações pedagógicas dos agentes educativos  sejam unidades de análise da prática educativa, ajudando assim a caracterizar e a  compreender a atividade de ensino com o foco no sujeito que age. Esse olhar para o sujeito contempla suas experiências, crenças, motivações, contextos de atuação e atuação docente direcionada ao educar.
Nessa dinâmica as dimensões pessoal e social da ação pedagógica se complementam e enfatizam a interação inerente a ação educativa. Essa interatividade  transcendente o contexto da sala de aula,pois os elementos organizacionais e outros,presentes na educação,condicionam também a ação pedagógica e, não podem ser analisadas de forma acética sem considerar os fatores externos que influenciam e interferem na subjetividade do docente ,com conseqüências na forma como ele se expressa e age.
A dinâmica pessoal e social-interativa, compartilhada e conjunta de ação pedagógica faz com que ela seja uma experiência processual, ao mesmo tempo aberta, incerta, imprevisível e criadora, pois, nunca pode ser totalmente determinadas. O agir docente carrega consigo esses significados sociais e pessoais que se tornam concretos em formas de intenções fins, motivos, vontades, crenças e interesses pessoais e coletivos. Essa ação do professor em sala de aula são definidas por Guathier et.al(2006), como pré ativo,faze de planejamento de ação;interativo faze de tomadas de decisão interativa  e pós ativo faze final de avaliação. A defasagem de conteúdos e a reprovação não são elementos isolados, um é a conseqüência do outro e, configura o ponto nevrálgico da escola. A implementação de ações que busca superação das desigualdades e a equidade pedagógica permite que o processo de aprendizagem dos alunos se desenvolva sem sofrimentos para eles, essas ações são chamados de ações pedagógicas. Uma ação pedagógica de máxima importância  na vida dos educadores para que haja um resultado satisfatório no seu todo numa escola é a formação continuada,que é um investimento de responsabilidade direta do sistema estadual de ensino e indiretamente do  estabelecimento de ensino e do próprio profissional,conforme a LDB(Leis de Diretrizes Básica),da educação.Lei 9394, art.67.
“O sistema de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando lhes inclusive, nos termos dos estatutos e dos planos de carreira de magistério público (...), aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento remunerado para esse fim (...) e outros. Acredito que essa é uma das ações pedagógicas mais importantes, pois, teremos educadores habilitados e capazes de exercer sua função e fortificar e implementar ações pedagógicas no convívio de uma escola em seu dia a dia. Com atividades diversificadas relacionada aos conteúdos organizados pelo educador e que serão desenvolvido pelos educando o que resultara em resultados positivos e, esses procedimentos estarão explicito no regulamento da escola. O Currículo escolar.
O currículo escolar é a espinha dorsal de todo processo educativo, dando ao professor a diretriz para o planejamento do processo pedagógico curricular e os conteúdos que deveram ser trabalhados em cada série em cada disciplina. Como mencionado no início deste artigo às ações pedagógicas são responsáveis também pelas ações administrativas, projeto que iram somar para um bom desenvolvimento da escola, da comunidade local e da família. As ações pedagógicas numa perspectiva escolar é uma questão de direitos humanos e, os indivíduos com deficiência devem fazer parte das ações pedagógicas na escola, as quais devem ser modificadas para a inclusão desses especiais.
A política de inclusão transmitida pela Declaração de Salamanca (Espanha 1994) relata que a política de inclusão dos alunos na rede regular de ensino que apresentam necessidades especiais, as ações pedagógicas devem atentar para o propósito de rever concepções e paradigmas respeitando e valorizando a diversidade desses alunos. Assim a inclusão vai significar que não é o aluno que se molda ou se adapta a escola, mas a escola consciente de sua função coloca-se a disposição do aluno.
Vigotsky (1998, p.76) afirma: “A separação dos aspectos intelectuais dos afetivos é um dos defeitos da psicologia tradicional”, sendo assim a música como ação pedagógica tem e irá contribuir muito com aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento cognitivo lingüístico, psicomotor e sócio afetivo do educando, sendo especial ou não e na ação musical se induz no comportamento motor e gestual, que direciona as atividades lúdicas de alfabetização, escrita, leitura e que facilita a compreensão e associação dos códigos e signos lingüísticos, gerando a construção do saber.
O processo de alfabetização é uma das fases mais bonitas do aprendizado, pois é o primeiro passo para o conhecimento de si e da sociedade em que vive,conquistando assim seu espaço na mesma. A alfabetização permite que o aluno aprenda a ler realizar cálculos e muitas outras atividades que são essenciais na vida em sociedade. Mais alguns métodos ainda utilizados estão ultrapassados e não mais despertam nos alunos a magia, o prazer e o encantamento pelo que ainda não foi descoberto e,a música pode contribuir para tornar esses ambientes mais alegres e favoráveis a aprendizagem afinal como Snyder (1994.p,14)destaca propiciar uma alegria que seja vivida no presente é a dimensão essencial da pedagogia e é preciso que os alunos sejam estimulados,compensados e recompensados por uma alegria que possa ser vivida no momento presente.
Bréscia (2003.p, 25), destaca que a música é uma combinação harmoniosa e expressiva de sons e, como arte de se exprimir por meio de sons. Direcionando o processo de alfabetização, no recurso musical, percebe-se que uma aula com novos estímulos, nesse caso o auditivo, também proporcionava a construção da alfabetização por ligar o som a seus códigos lingüísticos sociais estabelecidos. Há também a questão da inteligência musical que Guardner (1995) na teoria das inteligências múltiplas, diz que deve ser inserida no currículo escolar como um elemento de estabelecer harmonia pessoal, facilitando a integração, a inclusão social e até o equilíbrio psicomático, se faz necessário as ações direcionadas á construção do ser.
Hoje os educadores precisam ser mais do que bons professores precisam ser facilitadores do aprendizado, trabalhando com novas técnicas e de maneira ampla para enxergar o aluno como um ser constituído de inteligência e emoção. Sendo assim é importante que o educador por meio da música direcione sua ação pedagógica alfabetizadora a uma formação crítica e sensibilizadora, que a música ajude os alunos a sentir,expressar,pensar na realidade ao seu redor desenvolver capacidades,habilidades e  competências, criando situações de comunicação e expressão para que o aluno se conecte ao imaginário e a fantasia dos processos de criação, interpretação desenvolvendo a dimensão sensível que a música traz ao ser humano.
Assim utilizar a música no espaço escolar será de fato um ato atrativo para as aulas sem perder a propriedade pedagógica e desenvolver métodos de aulas mais significativas e eficientes.
O gênero musical possui características e propriedades próprias e intrínsecas, que são adotadas com diversas finalidades, seja para se trabalhar dentro de sala de aula ou fora dela, em casa, ou na rua para brincar com amigos.
Os PCNs (Brasil 1998, p.79) destacam que: conhecendo e apreciando músicas de seu meio sociossocial e do conhecimento musical construído pela humanidade em diferentes períodos históricos e espaços geográficos. O aluno pode aprender a valorizar essa  diversidade sem preconceito estéticos ,étnicos culturais e de gênero.
Nesse contexto, trabalhar as cantigas de roda e parlendas, que são fontes ricas de regionalismo, historia e ludicidade, resgatando o contexto em que a criança vive e destaca o valor da história social e sua função dentro dela. Posso afirmar que depois de tantas pesquisas  e leituras feitas o primeiro contato que a  criança tem com as rimas,com a linguagem musical textual em forma  de poesias,ocorre no berço através das cantigas de ninar, posteriormente depois com as canções de cantigas de rodas  e as parlendas também consideradas como quadrinhas populares nos outros momentos de suas vidas,seja apenas cantarolando,seja utilizando a para brincar.
As cantigas de roda e as parlendas, quando direcionadas, apresentam se como recurso para a leitura lúdica no processo de introdução da criança no mundo da leitura. Com suas construções fáceis,poéticas e ricas em rimas, facilitando a compreensão do código lingüístico.
A Quebkimusic junto da pedagogia da IFPA, esta ressuscitando na escola Hilda Vieira suas parlendas com suas propriedades regionais folclóricas, históricas. O projeto contém um enunciado lúdico pedagógico pela sua forma e ritmo, desenvolvendo o aspecto psicossocial da criança e adolescentes, usando uma linguagem simples e atraente através da criação de uma brinquedoteca que segundo Cunha (1992), é um espaço preparado para estimular a criança possibilitando o acesso a uma grande variedade de brinquedos dentro de um ambiente especial lúdico.
É também um lugar onde tudo convida a explorar a sentir, a experimentar, tanto as crianças como adolescentes e até mesmo os adultos. Ao entrar na brinquedoteca todos são tocados pelos sentimentos expresso da decoração por que a alegria a magia são palpáveis pelos olhares, tornando o ambiente estimulador, incentivador e criativo. Como diz Winnicott 1975,1998 o brincar é sempre terapêutico e saudável sendo uma maneira de  descarregar a agressividade e reconhecer o mundo dividido em vários aspectos interdisciplinar tornando o aprendizado prazeroso e alfabetização gostosa de aprender e o letramento divertido de fazer.
É um ambiente onde a música esta inserida com as rimas aproximando a criança da construção parafraseada e demonstrando que a utilização dos códigos lingüísticos comuns entre as palavras é comum, facilitando as associações verbais e orais e agregando significativas as palavras através da repetição do reforço sonoro pela rima das onomatopéias, que agradam muito as crianças, jovens e adultos, memorizando as quadrinhas e canções inteiras que muitas vezes sem entender o som vamos penetrando a cadência e o ritmo dessas composições que são apresentadas e sem perceber vai agradando os ouvidos e alegrando o coração ao canta las repetitivamente até sem contexto, mas sempre implicitamente, construindo uma ligação entre o ser e o seu lugar na sociedade em que vive. A música então se coloca como uma importante peça como ação pedagógica através de suas parlendas e as cantigas de roda ou não. Fazendo um papel fundamental e imprescindível no processo de construção de sua alfabetização.
Paulo Freire pensou em um método de educação construído sobre a idéia de um diálogo entre educador e educando, onde há sempre partes de cada um no outro e, não poderia começar com o educador trazendo pronto, do seu mundo, do seu saber, o seu método e o material da fala dele. Assim  a música faz reviver o passado envolvendo o presente pensando no futuro.